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21/09/2017 - Milho

Preço do milho sobe quase 10% em setembro


Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado.

O milho na bolsa de Chicago (CBOT) fechou a quarta-feira, dia 20, em alta. Os contratos tiveram queda no início do dia, mas depois reverteram o sinal, com a previsão de chuvas na Argentina na semana que vem, que deverão atrasar o plantio no país. No curto prazo ainda é aguardada alguma pressão de baixa no mercado internacional, avaliando o avanço da colheita nos Estados Unidos como principal fator de queda neste momento.

No Brasil, o mercado segue descolado e houve registro de negócios. Os produtores de milho se depararam com preços mais altos ao longo do dia. No entanto, os consumidores ainda encontram dificuldade na composição de seus estoques, enquanto os agricultores ainda optam pela retenção como principal estratégia, considerando o clima seco que vem atrasando o plantio da safra de verão.

De acordo com o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço médio do milho, com base em Campinas (SP), já subiu 9,5% no acumulado de setembro. O preço saiu de R$ 26,73 no começo do mês fechou esta quarta-feira a R$ 29,28.

Milho no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)
Rio Grande do Sul: 32,50
Paraná: 26,00
Campinas (SP): 31,50
Mato Grosso: 19,00
Porto de Santos (SP): 29,00
Porto de Paranaguá (PR): 28,00
São Francisco do Sul (SC): 29,00

Milho na bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)
Dezembro/2017: 3,50 (+1,75 cents)
Março/2018:  3,62 (+1,75 cents)
Fonte: Safras & Mercado

Soja
As cotações da soja na bolsa de Chicago tiveram um dia de alta. O mercado refletiu as informações de demanda consistente pelo produto norte-americano, com a venda de 1,2 milhão de toneladas do grão do país por parte de exportadores privados. A forte alta do petróleo na bolsa de Nova York e a retração do dólar em relação às outras moedas internacionais completaram o cenário altista.

Os exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 1,08 milhão de toneladas de soja para destinos não revelados. Destas, 960 mil toneladas serão entregues na temporada 2017/2018 e outras 120 mil toneladas para 2018/2019.

Foram ainda mais 132 mil toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2017/2018.

No mercado interno, a comercialização soja foi calma. A oleaginosa teve um dia positivo em Chicago, já a moeda norte-americana teve um dia volátil, encerrando com leves perdas. Desta forma, os preços internos ficaram predominantemente estáveis e não foram registrados negócios relevantes.

Soja no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)
Passo Fundo (RS): 66,00
Cascavel (PR): 65,00
Rondonópolis (MT): 60,50
Dourados (MS): 60,00
Porto de Paranaguá (PR): 71,00
Porto de Rio Grande (RS): 70,00
Santos (SP): 71,00
São Francisco do Sul (SC): 70,50

Soja na bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)
Novembro/2017: 9,70 (+4,50 cents)
Janeiro/2018: 9,80 (+ 4,50 cents)
Fonte: Safras & Mercado

Café
O café arábica na bolsa de Nova Iork (Ice Futures US) encerrou as operações da quarta-feira com preços mais altos. As cotações subiram diante de um movimento de recuperação técnica, após as perdas acentuadas da terça-feira, dia 19. As preocupações com a safra do próximo ano do Brasil, em meio à falta de chuvas, contribuem para a sustentação do mercado.

Já o café conilon na bolsa de Londres (Liffe) encerrou com preços acentuadamente mais altos. Depois das perdas externas do dia anterior, o mercado teve um movimento de recuperação técnica, acompanhando a valorização do arábica em NY.

O mercado físico teve um dia com negócios pontuais e em algumas regiões até uma melhora no volume de negócios, por conta da necessidade do exportador. De uma forma geral segue a preocupação com o clima e oferta curta. Os preços ficaram entre estáveis a mais altos.

De acordo com a Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), na região conhecida como Alta Mogiana, no sudeste do estado de São Paulo, a safra de café arábica de 2018 já está comprometida diante de um quadro de estiagem. A região está há mais de 40 dias sem chuvas e, por isso, ainda não teve abertura de floradas. As perdas potenciais de produtividade para as lavouras já estão sendo estimadas entre 5% e 25%.

Café no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)
Arábica/bebida boa – Sul de MG: 460-465
Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 465-470
Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 410-415
Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 400-405

Café arábica na bolsa de Nova York (ICE Futures US) (cents por libra-peso)
Dezembro/2017: 136,55 ( +1,20 pontos)
Março/2018:  140,10 (+1,20 pontos)
Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

O Federal Reserve (FED), que é o banco central dos Estados Unidos, não alterou a taxa de juros do país, como era esperado. No entanto, a entidade americana sinalizou que pode elevar a taxa em dezembro e mais três vezes em 2018, mostrando um tom mais duro. Como a elevação dos juros norte-americanos ainda esse ano não estava precificado pelo mercado, a notícia ocasionou ajustes no câmbio e trouxe firmeza à moeda norte-americana.

Uma elevação dos juros nos Estados Unidos leva a uma saída de recursos de recursos de países emergentes em direção ao país, em busca de maiores  rendimentos.

No Brasil, o “prêmio político” interno vem sendo gradativamente reduzido e colabora com leve viés de baixa para o dólar frente ao real. Mesmo assim, continuam os temores em relação à segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, especialmente com uma suposta delação do ex-ministro Geddel Vieira. A questão das contas públicas e o seu ponto chave, a reforma da Previdência, seguem no radar e devem ser determinantes para o comportamento do real frente ao dólar. No final do dia terminou negociado a R$ 3,131, com desvalorização de 0,19%.

O Ibovespa encerrou com queda de 29,97%, aos 76.004 pontos.
Fonte: Safras & Mercado e BM&FBovespa
Boi
Os preços do boi gordo ficaram entre estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. Aos poucos, as indústrias estão voltando às compras. Porém, mesmo com os frigoríficos afastados das negociações nos últimos dias, as empresas estão ofertando preços menores pela matéria-prima.

“O grande ponto é que sem a contrapartida da carne no atacado dificilmente haverá reajuste dos preços de balcão", aponta o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. De maneira geral, a oferta não é abundante, mas tem sido suficiente para atender a demanda.

Já no atacado os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. Esse movimento já era aguardado, considerando o lento escoamento da carne durante a segunda quinzena do mês. Essa dinâmica de mercado tende a mudar no próximo período de virada de mês, considerando o repique de consumo.

Araçatuba (SP): 142,00
Belo Horizonte (MG): 139,00
Goiânia (GO): 131,00
Dourados (MS): 136,00
Mato Grosso: 125,00 - 132,00
Marabá (PA): 129,50
Fonte: Scot Consultoria 
Previsão do tempo

Nuvens carregadas de chuva já são observadas em pontos isolados de Mato Grosso, Tocantins e noroeste do Amazonas, por conta de áreas de instabilidade que surgem da circulação dos ventos em altitude. Chuvas em forma de pancadas isoladas também podem ser vistas nos estados do Pará, Amazonas e Roraima, neste caso devido às instabilidades tropicais. Por fim, a umidade que vem do mar ajuda a trazer mais chuva fraca no extremo leste do Nordeste.

Sul
O tempo volta a mudar em parte do Rio Grande do Sul com a chegada de uma nova frente fria. O sistema vem forte especialmente ao longo da fronteira com o Uruguai. Tem previsão de chuvas, trovoadas e ventos intensos nestas áreas. Em outras regiões gaúchas e em Santa Catarina, tem previsão de uma tarde de calor, seguido de vento forte, por causa de uma área de instabilidade que se forma perto do oceano. No Paraná, uma região de alta pressão atmosférica mantém o tempo firme e quente, além de umidade relativa do ar baixa.

Na sexta-feira, dia 22, chuvas e trovoadas se espalham por todo o Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina até o final do dia. A chuva pode ser intensa e há risco para transtornos, especialmente no Rio Grande do Sul, mas não estão descartadas chuvas fortes nas demais áreas. Por outro lado, no Paraná e no norte e leste catarinense, a chuva ainda não chega, mas o calor da tarde gera ventania. 

Sudeste
Mais um dia com chuva isolada no Espírito Santo e o extremo nordeste de Minas Gerais, por causa de instabilidades que atuam na Bahia. Por outro lado o tempo seco continua nas demais regiões do Sudeste, a exemplo de São Paulo, grande parte de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nestes estados, o calor continua e o tempo segue firme. Entre a tarde e a noite, há previsão de ventos moderados a fortes na costa entre o Rio de Janeiro e o litoral paulista que vêm a partir do oceano.

No dia seguinte, a nebulosidade aumenta em São Paulo, mas ainda não tem previsão de chuva em todo o estado. Uma área de alta pressão atmosférica no oceano favorece ventos de moderada a forte intensidade contra a costa, especialmente no litoral do Rio de Janeiro. Chuvas com trovoadas atingem parte do triângulo mineiro, mas atingindo apenas uma ou outra cidade, a partir de instabilidades presentes em Goiás. Ventos do litoral deixam chuva fraca e muitas nuvens no Espírito Santo, assim como em uma pequena área do extremo nordeste mineiro. Em grande parte do Sudeste, a tarde será bastante abafada, mesmo com a maior cobertura de nuvens.

Centro-Oeste
Chuvas se espalham em forma de pancadas bastante localizadas pelo norte e leste de Mato Grosso, grande parte de Goiás e também em parte do Distrito Federal. A chuva ainda não será suficiente para suprimir o grave déficit hídrico destas áreas, mas já é um alívio para o tempo seco, onde cair. Além disso, o forte calor favorece trovoadas e eventual queda de granizo. O restante da região terá um dia de tempo seco e quente.

Na sexta-feira, algumas áreas de chuva levam nuvens novamente para o Pantanal de Mato Grosso do Sul com vento forte. Porém, ainda não chega a chover neste estado, que terá mais um dia quente e com rajadas de vento. Até o final do dia, outras áreas de instabilidade em conjunto com o calor formam pancadas isoladas com trovoadas no centro, noroeste e sudeste de Goiás e boa parte do centro-norte do Mato Grosso. Junto com a chuva, não se descarta também vento forte.

Nordeste
A chuva se espalha em forma de pancadas muito localizadas, mas com trovoadas, na maior parte do Maranhão, a partir de instabilidades vindas da região Amazônica. Chove ainda, preferencialmente à noite, desde o leste do Rio Grande do Norte até o sul da Bahia, com ventos úmidos que sopram do mar contra a costa. No interior da região, apesar do retorno da nebulosidade, não tem previsão de chuva e o sol continua brilhando com força em grande parte do dia. Mesmo em áreas onde chove, o calor continua.

No dia seguinte tem condição para chuva muito localizada, que atinge uma ou outra cidade no noroeste do Maranhão. Outras áreas da faixa leste seguem com chuva mais fraca intercalada a períodos de melhoria, assim como vem acontecendo há algumas semanas. Somente o centro do Nordeste, com destaque nas áreas de sertão, é que o dia fica completamente seco e ensolarado.

Norte
A chuva continua espalhada pelo Norte, inclusive no norte e oeste Tocantins com trovoadas. Nesta época do ano, as chuvas tendem a ficar mais fortes e generalizadas. Mesmo com a condição para chuva em todos os estados, a sensação é de tempo abafado.

Na sexta-feira, o potencial para temporais só aumenta no Norte do Brasil. A chuva mais pesada acontece em Roraima, Amapá, Amazonas e norte do Pará, mas se estende até o final do dia nos outros estados. O retorno das chuvas para a faixa sul alivia a umidade relativa do ar da tarde e dificulta a formação de novos focos de incêndio. Por outro lado, no Tocantins as instabilidades são muito localizadas e o ar seco ainda predomina à tarde, junto com o calor.
Fonte: Somar Meteorologia

Fonte: Canal Rural




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