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28/02/2018 - Milho

Preço do milho sobe 17% em fevereiro


De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o valor da saca em Campinas (SP) já atingiu R$ 39; confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo.

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a terça-feira, 27, com preços em alta. O mercado refletiu a boa demanda para o cereal norte-americano e monitorou o clima na Argentina, que sofre com escassez de chuvas há quatro meses.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 130 mil toneladas de milho para destinos não revelados, com entrega na temporada 2017/2018.

Além disso, o governo da África do Sul previu hoje que a safra 2018 de milho do país possa ficar em 12,2 milhões de toneladas, com um recuo de 27% frente ao ano passado em razão da severa seca, que deve afetar a produtividade do cereal.

Brasil
O  mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta terça-feira. Os consumidores permanecem em dificuldade na composição de seus estoques, enquanto o foco dos produtores e cooperativas permanece na colheita e no escoamento da soja. O aumento do custo do frete é outro obstáculo para trazer milho do Centro-Oeste para outras regiões. 

Essa situação tem refletido diretamente nos preços. De acordo com o indicador Cepea/Esalq com referência em Campinas (SP), o cereal já acumula alta de 17%. O preço da saca saiu de R$ 32,08 no primeiro dia de fevereiro e fechou a terça cotado em R$ 37,62. A consultoria Safras & Mercado, já indica o valor da saca em R$ 39.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Março/2018:  3,70 (+2,00 cents)

Maio/2018:  3,79 (+2,00 cents)
 
Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Rio Grande do Sul: 35,00

Paraná: 30,00

Campinas (SP): 39,00

Mato Grosso: 18,50

Porto de Santos (SP): 34,00

Porto de Paranaguá (PR): 34,00

São Francisco do Sul (SC): 34,00

 Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação dessa terça em alta de 0,52%, cotado a R$ 3,248 para compra e a R$ 3,250 para venda. 

O Ibovespa encerrou em queda de 0,82%, aos 86.935 pontos. O volume negociado foi de R$ 9,771 bilhões.

Fonte: Safras & Mercado

Soja

Chicago 
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. O clima na Argentina voltou ao foco das atenções. A previsão de poucas chuvas colocou a posição de maio - a mais negociada - no maior nível em um ano. No ano, a alta acumulada é de 7,9%
 
Os institutos indicam clima predominantemente seco nos próximos dias na Argentina, com chuvas esparsas apenas no oeste do cinturão produtor. Neste momento crítico do desenvolvimento das lavouras, a estiagem poderá comprometer ainda mais o potencial produtivo.
 
As estimativas mais recentes indicam que a produção poderá cair entre 46,5 milhões e 47 milhões de toneladas. Inicialmente, as projeções indicavam safra de 57 milhões de toneladas. 

Brasil
O mercado interno mostrou-se mais agitado nas principais praças de negócios do país. Ainda com agentes de olho no clima argentino, a oleaginosa teve um dia positivo, tanto em Chicago quanto em relação à moeda norte-americana. 

Com ganhos de até 3,75 pontos nos principais vencimentos, a commodity registrou negócios envolvendo volumes razoáveis. Segundo rumores do mercado, em Minas foram negociadas aproximadamente 30 mil toneladas. No Rio Grande do Sul e na Bahia cerca de 20 mil toneladas foram negociadas em cada estado. Nas demais regiões, uma média de 5 a 10 mil toneladas vêm sendo negociadas diariamente.
 
Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Março/2018: 10,49 (+3,50 cents)

Maio/2018: 10,58 (+3,25 cents)
 
Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Passo Fundo (RS): 73,00

Cascavel (PR): 69,50

Rondonópolis (MT): 65,50

Dourados (MS): 66,00

Porto de Paranaguá (PR): 77,00

Porto de Rio Grande (RS): 77,00

Santos (SP): 76,50

São Francisco do Sul (SC): 76,50

Fonte: Safras & Mercado

Café

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. As cotações caíram diante do dólar firme contra o real no Brasil e outras moedas e com a desvalorização do petróleo.
 
O mercado teve também correção técnica e realização de lucros após recentes altas. Sem novidades fundamentais, o mercado quando sobe não consegue romper resistências e fica suscetível a novos movimentos baixistas.

Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. As cotações foram pressionadas pelo dólar firme contra o real e outras moedas, pelas baixas do petróleo e também do arábica na Bolsa de Nova York. 

Brasil
No Brasil, o mercado teve uma terça-feira de preços estáveis. A baixa do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres foi compensada pela alta do dólar. O mercado ficou travado com o comportamento das bolsas. Além do vendedor estar retraído, também o comprador aparece pouco no momento para as negociações.
 
Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso
Maio/2018: 121,10 (-0,80 pontos)

Julho/2018: 123,30 (-0,75 pontos)
 
Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada
Maio/2018: 1.735 (-US$ 9)

Julho/2018: 1.765 (-US$ 8)
 
Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg
Arábica/bebida boa – Sul de MG: 430-435

Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 440-445

Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-400

Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 315-318

Fonte: Safras & Mercado

Boi

O mercado físico do boi gordo seguiu em compasso de espera no decorrer desta terça-feira. Alguns frigoríficos seguem realizando testes no mercado, apesar das escalas de abate continuarem encurtadas de uma maneira geral.
 
Ainda não há registro de negócios nos preços mais baixos, muito pela relutância do pecuarista, aguardando por preços mais atraentes para enfim negociar. A ótima condição das pastagens favorece esse tipo de estratégia. 

Essa dinâmica de mercado tende a mudar com a chegada do inverno, o clima frio e
seco que acelera o processo de deterioração das pastagens.
 
Boi gordo no mercado físico - R$ por arroba 
(preço à vista)
Araçatuba (SP): 146,00

Belo Horizonte (MG): 138,00

Goiânia (GO): 134,00

Dourados (MS): 134,00

Mato Grosso: 128,00 - 132,00

Marabá (PA): 129,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

Paraná (noroeste): 142,00

Tocantins (norte): 127,00

Fonte: Safras & Mercado e Scot Consultoria

Previsão do tempo

Sul

Nesta quarta-feira, a formação de uma área de instabilidade sobre o Paraguai aumenta a condição para chuva na região Sul. As pancadas se espalham por todo o Paraná, Santa Catarina e grande parte do Rio Grande do Sul. São esperadas pancadas mais fortes no centro do Paraná e Santa Catarina, especialmente entre os períodos da tarde e da noite. 

No entanto, nas áreas da fronteira oeste do Rio Grande do Sul, região da Campanha e sul gaúcho, o tempo firme predomina, por conta do avanço de uma massa de ar seco. As máximas são mais elevadas nos municípios que fazem fronteira com Argentina, enquanto no litoral sul gaúcho as temperaturas são amenas.

Sudeste

A permanência de uma área de baixa pressão na costa do Rio de Janeiro ainda mantém o tempo instável entre São Paulo, metade sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. 

As pancadas ganham mais força entre o Rio de Janeiro, sul e leste Mineiro e faixas norte e leste de São Paulo, especialmente entre o final da tarde e o começo da noite, e ainda há potencial para temporais e transtornos, devido ao solo que já está úmido. 

Em áreas do norte mineiro e do norte do Espírito Santo, o dia será de tempo seco, com sol predominando. As temperaturas seguem em elevação durante a tarde. Os ventos ganham intensidade entre o litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo ao longo do dia.

Centro-Oeste

A formação de uma área de alta pressão em altos níveis da atmosfera e mais os ventos que transportam umidade da Amazônia para o centro do país, mantém as chuvas nos três estados do Centro-Oeste. A nebulosidade já aumenta no período da tarde e as pancadas de chuva acontecem no final do dia. Mesmo com chuva, o calor persiste em toda a região. Apenas no nordeste goiano, o tempo é estável e com sol predominando.

Nordeste

Nesta quarta-feira, uma massa de ar seco predomina no interior da Bahia e inibe a formação de nuvens carregadas na Bahia e no interior de Pernambuco. No entanto, nas demais áreas da região, a chuva segue persistente, devido a áreas de instabilidades em altos níveis. As pancadas ocorrem preferencialmente no período da manhã, porém ao longo da tarde a chuva volta a ganhar força. Os maiores acumulados se concentram entre Maranhão e Piauí.

Norte

O dia começa com chuva forte e com risco para temporais no sul do Pará e também no norte do Tocantins, onde há potencial para transtornos como alagamentos, transbordamento dos rios. Nas demais áreas, a chuva continua ao longo do dia, mas de forma um pouco menos expressiva.

Fonte: Somar Meteorologia

Fonte: Canal Rural




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