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16/10/2018 - Café

Praga exclusiva do cafeeiro pode causar redução de até 20% na produtividade


A broca-do-café é uma praga encontrada em todas as regiões produtoras de café do mundo. A praga ataca os frutos em qualquer estágio de maturação, inclusive grão já seco. . Trata-se de um besouro que se alimenta dos frutos, reduzindo o peso dos grãos em até 20%. Os grãos “brocados” (furados pelo inseto) também interferem na qualidade, reduzindo o valor final da saca do produto.

O consultor em cafeicultura, Guy Carvalho ressalta que para os produtores de café especial um alerta: não é possível embarcar grãos brocados para exportação. Ele também cita a queda precoce dos frutos, o apodrecimento da semente e a contaminação por micro-organismos como prejuízos causados pela praga.

De acordo com Guy Carvalho, o manejo cultural nos cafezais deve ser feito principalmente até novembro, ou em até 90 dias após a florada principal. No período da entressafra, a eliminação dos frutos remanescentes é um cuidado importante para evitar que o inseto permaneça na lavoura de uma safra para outra. O mais importante nesse momento é realizar a retirada, manual ou mecânica, de todos os grãos (dos pés e do chão).

Especialmente neste ano, o manejo cultural torna-se indispensável devido às condições climáticas. Nas principais regiões produtoras, o clima favoreceu o desenvolvimento da broca. “As chuvas significativas de agosto derrubaram os grãos que restavam nas plantas, dificultando a coleta. Houve a antecipação da florada, trazendo preocupação para o ciclo 2019 porque encurta a entressafra.” 

O controle deve ser iniciado quando a infestação atingir o nível de controle (3% a 5%), pulverizando-se as partes mais atacadas da lavoura. Como o ataque não se distribui uniformemente, recomenda-se o controle apenas para os talhões em que a infestação da praga já tenha atingido 3 a 5%. Procedendo-se dessa forma evitam-se gastos desnecessários com mão-de-obra e inseticida, como também, tem-se uma diminuição dos problemas relacionados ao uso do produto.

Mesmo após a aplicação do inseticida, o monitoramento deve continuar, e quando a infestação alcançar o nível de controle, pulverizar novamente, respeitando o período de carência do produto usado.

“Pelo método da contagem, o controle químico é indicado se o percentual de frutos brocados for igual ou superior a 3%”, explica o gerente de marketing café da BASF, Stael Prata. Nestes casos, a BASF oferece o inseticida Verismo® para a utilização nos cafezais. “A solução apresenta um novo princípio ativo com alta eficiência, superior a 80%. O uso é indicado no período de frutificação do café, levando-se em conta a infestação da praga na área”, completa Prata.

Por Aline Merladete 
Fonte: Agrolink




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