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17/05/2018 - Milho

Praga de cigarrinhas causa prejuízos nas lavouras de milho de Corumbataí e São Carlos (SP)


A cigarrinha causa prejuízos nas lavouras de milho da região. A praga tem tirado o sossego dos produtores rurais de Corumbataí e São Carlos (SP). Alguns trabalham sem lucro para não perder as vendas nessa época do ano.

A cigarrinhas são insetos sugadores. “Ela chupa a planta do milho, injetando toxinas que causam doenças e que mais tarde, principalmente na época da colheita, fazem com que a planta do milho seque”, explicou o engenheiro agrônomo Alessandro Di Salvo Neto.

Em Corumbataí, são colhidas por semana cerca de 120 sacas de milho verde que vão para o Ceasa de Campinas. Para tentar ameninar a praga, o produtor rural Vitor Antônio Betim já plantou cinco variedades de milho.

“Até agora a gente conseguiu uma que está mais resistente, que teve produção e conseguimos colher”, disse. Ainda assim a expecativa de colheita é 25% menor em relação ao ano passado.

Alternativas
O comerciante e produtor rural João Batista de Assis trabalha com pamonhas e derivados de milho há 13 anos em São Carlos. Ele produz espigas que são suficientes pra abastecer a loja, mas devido à infestação da cigarrinha encontrar alternativas com outros produtores para ter acesso a um milho de qualidade.

“Durante cinco meses, tive que buscar em Casa Branca porque perdi a minha lavoura. Esse ano que estou conseguindo controlar”, disse.
O comerciante, que preparar bolos, cerca de 300 pamonhas e 120 potes de cural por dia, disse que o problema é manter a produção sem aumentar o preço. “Você acaba perdendo venda, encarece demais. A gente trabalha como dá, vendendo e sem lucro”.
Sementes mais resistentes
Os especialistas ainda estudam uma forma de diminuir os estragos causados pela cigarrinha. Uma das saídas e produzir uma semente mais resistente à praga.

Segundo engenheiro agrônomo, a recomendação hoje é o tratamento com produtos químicos, mas alguns estudos têm demonstrado que algumas cultivares de milho naturalmente apresentam resistência.

“Produtores podem tentar se informar e buscar auxílio de engenheiros agrônomos ou técnico agrícolas para fazer a aplicação desses produtos ou utilizar algumas variedades que já apresentam essa resistência normal”, explicou.

Outra orientação para o produtor é monitorar a lavoura para identificar o aparecimento do inseto já no início. Desta maneira o combate à cigarrinha fica mais fácil.

Fonte: G1




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