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23/04/2018 - Outros

Pivô central: conheça as vantagens do sistema de irrigação para as lavouras de grãos


Um dos diferenciais desse sistema é o fato de ser modular, o que facilita a adaptação em diferentes áreas produtivas.

O investimento em irrigação pode ajudar o produtor a melhor os resultados da safra minimizando as surpresas negativas do clima. A lavoura fica protegida de intempéries como as secas. No mercado brasileiro existem diferentes tecnologias de irrigação, como gotejamento, pivô central e aspersão, que podem colaborar com os avanços da produção agrícola. Porém, o uso de pivô central é o mais valorizado na irrigação de plantações de soja, milho, feijão, entre outras culturas.

O produtor que deseja se tornar irrigante vai encontrar inúmeras opções de sistemas de irrigação, marcas e softwares de gestão da irrigação. Mas, antes de escolher um equipamento, o produtor tem que saber quais resultados deseja alcançar na fazenda. E antes de se tornar um irrigante, também é preciso entender quais são as vantagens de cada sistema e dimensionar as necessidades da fazenda para encontrar a melhor solução.

Irrigação com pivô central
O pivô central é uma tecnologia popular nas lavouras de grãos irrigadas. Um das vantagens desse sistema é o fato de ser modular, o que facilita a adaptação em diferentes fazendas.

Há pivôs para áreas de três até 400 hectares, conta Ivan Wegener, diretor comercial da Lindsay América do Sul. “O ideal é que fiquem em torno de 150 ha, pois oferece uma melhor relação entre custo de investimento e de operação”, diz Wegener.

Manutenção
Com uma boa manutenção, o sistema de pivô central tem uma vida útil que varia de 15 a 20 anos. “Hoje recomendamos uma revisão pré-safra, com a conferência de parte elétrica, conjunto de tração, aspersores e reaperto de parafusos”, diz o diretor comercial da Lindsay.

Vinícius Melo, gerente de Engenharia e Serviços da Valley, outra marca de pivôs centrais, explica que se a água da região for muito alcalina ou ácida, a depreciação do equipamento começa antes. “Tudo depende do manejo, da água e da manutenção preventiva”, diz Melo.

Os desafios do pivô central
Uma desvantagem desse sistema é que a máquina se movimenta pela lavoura de forma circular e nem sempre é possível irrigar 100% da área. Mas a boa notícia é que já existe um equipamento para resolver esse problema.

Conhecido como “Corner”, o acessório funciona como um “braço” com sensores que é acoplado ao pivô. Essa ferramenta é capaz de irrigar as áreas não cobertas pelo pivô central. “Quando esse braço chega até um obstáculo ou extremidade, ele se autodesliga e o pivô continua girando normalmente”, explica Melo. De acordo com gerente da Valley, com esse equipamento acoplado ao pivô, o produtor consegue aplicar água em 98% da área.

Pivô central
Área mínima: 2 hectares
Tempo de instalação: 14 a 45 dias
Requisito para instalar: o ideal é iniciar o projeto pelo menos 6 meses antes da data prevista para iniciar a irrigação
Custo: R$ 6 mil a R$ 10 mil por hectare
Retorno: em média de 3 a 4 anos
Vida útil: 15 a 20 anos

Por: Naiara Araújo

Fonte: SF Agro




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