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05/09/2018 - Outros

Pesquisadores destacam vantagens dos modelos de produção sustentáveis


O Brasil assumiu um compromisso global para reduzir gases responsáveis pelo efeito estufa. A agropecuária tem um papel importante nesse movimento e, cada vez mais, popularizam-se os modelos de produção sustentável. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) oferece capacitações online na plataforma e-Campo, para aproximar produtores dessa tendência. “O objetivo é alcançar esse contingente imenso de produtores que usam dispositivos móveis”, conta o pesquisador e diretor executivo da Inovação e Tecnologia da entidade, Cléber Soares.

Em campo, a instituição desenvolve o projeto Biomas em parceria com agricultores. São pesquisas relacionadas à manutenção das identidades biológicas de cada região. O pesquisador da unidade Cerrados Felipe Ribeiro explica que a preocupação é evidenciar o retorno econômico da sustentabilidade. “Como isso está encaixado dentro daquilo que ele acha que tem como obrigação, da nova legislação do código florestal”, diz.

Além do cumprimento da legislação ambiental, a iniciativa traz uma nova possibilidade: a extração vegetal, que oferece diferentes oportunidades em cada um dos seis biomas brasileiros. “Na amazônia, temos diversos casos de sucesso. Com as tecnologias de material genético, irrigação e produção desenvolvidas pela Embrapa, a região pode produzir açaí ao longo do ano”, exemplifica.

O pesquisador Eduardo Assad destaca que o agricultor tem reduzido o consumo de fertilizantes nitrogenados. “A gente já está melhorando isso, fazendo fixação biológica de nitrogênio em gramíneas. Você reduz a emissão de óxido nitroso e com isso ajuda a controlar um pouco o impacto no aquecimento global”, afirma.

O desenvolvimento tecnológico contribuiu muito para a preservação de recursos naturais, diz o pesquisador Evarista de Miranda. “Plantio direto, verticalização da agricultura, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF); na área que usamos, temos exemplos tecnológicos de primeira linha”, declara.

O chefe-geral da unidade Meio Ambiente, Marcelo Morandi, destaca que o toda a cadeia quer produtos que respeitem o meio ambiente, as relações de trabalho e a remuneração, trazendo segurança e qualidade. “O consumidor na cidade quer e o produtor no campo precisa, porque isso vai trazer a ele a condição de ter renda e colocar o produto com qualidade no mercado”, diz.

Servindo de exemplo

Na granja de Alexandre Cenci, o trabalho não se restringe ao fornecimento de carne suína para frigoríficos. Os dejetos dos animais vão para tanques, onde o material é separado. As partes sólidas são reaproveitadas para compostagem e as líquidas e gasosas são encaminhadas para os biodigestores, onde ficam armazenados por cerca de 30 dias, quando são canalizados para rodar turbinas geradoras de energia elétrica.

Todo o sistema está aberto para interessados em reproduzir as tecnologias empregadas. De acordo com o produtor, a ideia é formar futuros profissionais e compartilhar informações. “Acho importante a gente deixar para as futuras gerações um mundo melhor do que aquele que recebemos, preservar esses insumos”, declara.

Por André Anelli
Fonte: Canal Rural




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