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02/09/2020 - Milho

Pequenos no tamanho e enormes no prejuízo: Os minúsculos inimigos do milho


Quatro pequenos insetos, que pesam quase o mesmo que uma folha de papel, são responsáveis pelos maiores prejuízos à lavoura de milho: a lagarta elasmo, a lagarta das folhas, a larva alfinete e, a mais comum, a lagarta do cartucho. Estudos mostram que apenas esta última praga pode causar prejuízos médios de 20% à produtividade, já tendo alcançado 40% de perda de produção em algumas regiões. "O aumento da infestação dessas pragas no campo gera inflação do preço de todos os produtos derivados desta cultura e impacta diretamente a produção de ração animal, que é o principal derivado do milho hoje", complementa Eliane Kay, diretora executiva do Sindiveg.

O Brasil produz anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de milho. Se perdesse 20% de sua safra para o ataque de lagartas, seriam 20 milhões de toneladas a menos por ano, ou seja, peso equivalente a 22 milhões de carros populares. Em valor, o prejuízo superaria R$ 750 milhões. Essa conta seria repassada para outros setores, como o de proteínas animais e também a soja, outro grão utilizado na alimentação dos animais no país, chegando aos consumidores finais na forma de preços das carnes mais elevados.

A proteção do milho contra as lagartas exige o uso de defensivos agrícolas. Os inseticidas são essenciais para acabar com as infestações de insetos prejudiciais às lavouras, como a lagarta das folhas, que pode depositar até 1.000 ovos, ou a lagarta do cartucho, que chega a depositar até 100 ovos de uma única vez. Como o desenvolvimento dessas pragas é rápido, em pouco tempo elas se disseminam pela plantação de milho, o que é uma preocupação durante todo o ciclo de cultivo, já que atacam em diversos momentos do desenvolvimento da cultura: desde o início do plantio – como a lagarta elasmo – até a hora da colheita – caso da larva alfinete.

"Os defensivos agrícolas disponíveis no mercado brasileiro passam por um rigoroso processo até sua liberação e comercialização. São anos de testes para comprovar sua segurança, tanto para quem aplica quanto para quem consome os alimentos e, também, para o meio ambiente, além de possuírem eficiência cientificamente comprovada. Eles precisam ser usados como recomendado pelos fabricantes em bula e, assim, cumprir sua função para garantir o acesso de todos aos alimentos", salienta Eliane. "O sucesso da produção de alimentos de maneira correta e segura é essencial para que não falte comida na mesa da população do País", finaliza a diretora executiva do Sindiveg.

Fonte: Notícias Agrícolas




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