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01/08/2019 - Pecuária

"Pecuária na veia" e pasto limpo são ingredientes do sucesso de produtor de Alagoas


“Engenheiro civil só de formação. A gente tem na veia a pecuária e a agricultura”, disse o produtor Marcelo Loureiro, da Fazenda Nova Alvorada, localizada em Campo Alegre, na transição da Zona da Mata para o Agreste do estado de Alagoas.

A família Loureiro se estabeleceu na região a princípio com a produção sucroalcooleira, fazenda aos poucos a transição para a pecuária. “Nós viemos de uma família de sucroalcooleiros, trabalhamos com cana-de-açúcar, e fomos revertendo isto para a pecuária ao longo tempo. Desde 1940 a gente começou com atuação na pecuária no estado de Alagoas”, remontou.

“A gente está aqui localizado em Campo Alegre, hoje a sede da gente. É uma região de transição da Zona da Mata para o Agreste. Os índices pluviométricos giram em torno de 1200 mm por ano. A gente vem incrementando a pecuária, tentando produzir mais em uma área menor. Para isso a gente trabalha com lotação adequada, pastagem rotacionada em piquetes, corrige o solo, a gente aduba a pastagem se necessário”, detalhou.

Um dos desafios da pecuária praticada na região, de acordo com Loureiro, é o controle de plantas daninhas em pastagens. Para superar este desafio, o pecuarista afirmou que a tecnologia deve ser utilizada como aliada. “Acredito que tudo passa por você acreditar nas tecnologias que estão disponíveis no mercado pra te atender. Eu procuro muito aceitar as inovações e acreditar que as inovações são feitas para a melhoria da pecuária. Então a gente tem uma parceria boa com a Corteva, a gente usa os produtos sempre que são recomendados, nas dosagens recomendadas para este controle de pragas, ervas daninhas que a gente tem. Vendo estas fotos (dê o play no vídeo abaixo), observamos as pastagens completamente limpas e sem rebrota”, comentou Loureiro.

“A gente usou o XT. A gente usa desde que lançou. […] Muita gente tem receio do custo inicial que tem para tratar a pastagem, mas não entende que está economizando isso durante anos pra frente. A rebrota é mínima, a infestação reduz acho que em 90%. Então você consegue, nos anos subsequentes, trabalhar com pequena quantidade de mão de obra e de defensivos”, acrescentou.

Em resposta escrita à produção do programa, Loureiro tratou de seu planejamento para a aplicação do defensivos em suas pastagens. “Anualmente fazemos as aplicações de defensivos no fim das chuvas, época que ainda temos umidade e pouca precipitação. Com a situação controlada inicialmente, conseguimos fazer nossas aplicações pontuais e de forma rápida, realizando a manutenção adequada”, descreveu.

“Todos os investimentos feitos para aplicar tecnologias nas pastagens têm grande retorno. Pastagens bem conservadas, com pouca infestação, produzem mais e o retorno vem em mais arrobas produzidas por hectare e arroba produzida no pasto é arroba mais barata. Vale a pena lembrar que este investimento vai ser diluído em vários anos de pouquíssimas infestações, mas geralmente os pecuaristas veem apenas os custos imediatos”, indicou Loureiro. O produtor esclareceu que na Fazenda Nova Alvorada faz uso do milho na dieta dos animais, mas pelas boas condições do pasto, trata-se te opção e “nunca necessidade”, frisou.

Fonte: Giro do boi/Canal Rural




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