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12/03/2019 - Pecuária

Pastagem brasileira não tolera mais baixa tecnologia, afirma especialista


Já foi o tempo em que o pecuarista brasileiro tinha o privilégio de produzir carne sem se preocupar com a sua lotação (suporte animal) e com a reintrodução dos nutrientes necessários para que o solo e as pastagens respondam de forma satisfatória. 40 anos depois de ser lançada pela Embrapa, as espécies de braquiárias não toleram mais tantas “provas de fogo” impostas pelos produtores de carne. Os solos estão pobres e os pastos estão ficando cada vez mais ineficientes. O alerta foi feito pelo engenheiro agrônomo, formado pela Esalq/USP, Maurício Palma Nogueira, diretor da Athenagro Consultoria, e coordenador do Rally da Pecuária, a maior expedição técnica do país, que todos os anos, visita centenas de propriedades por todo o Brasil. “O emprego de tecnologias de produção tem dado ao pecuarista uma maior margem de lucro na atividade pecuária”, disse em entrevista ao Giro do Boi desta segunda-feira, 11.

Segundo ele, 77% das áreas de pastagens brasileiras ainda enfrentam sérios problemas de degradação. Na conclusão dos técnicos, envolvidos no rally, a atividade está cada vez mais intolerante à baixa tecnologia e isso impede o aumento da lotação das áreas e compromete os ganhos do produtor. Embora tenhamos evoluído ao longo dos anos, voltando a casa das 10@/ha/ano, para um país que “precisa” aumentar a sua produção de carne para atender a demanda, é necessário que sejamos rápidos e precisos nos investimentos. Nogueira disse que “o mesmo recurso utilizado pelo fazendeiro para as áreas de pastagens pode ser infinitamente bem empregado caso seja feito corretamente”. Para isso é necessário ter um acompanhamento técnico e um bom assessoramento, disse.  

Agendado para o mês de junho, o Rally da Pecuária 2019, vai voltar a visitar as fazendas para fazer um monitoramento e acompanhar o desempenho de cada uma delas. É a maior expedição técnica privada do país e se dedica a aprofundar o conhecimento e as condições das pastagens a campo. A interação com os pecuaristas e técnicos é baseada na troca de informações e consiste em analisar amostras de pastos, debater tendências e entrevistar cada um dos fazendeiros. Durante a entrevista no Giro do Boi , o especialista respondeu à várias perguntas dos telespectadores. 

Fonte: Canal Rural - http://tempuri.org/tempuri.html




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