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01/10/2019 - Outros

País tem tecnologia para contornar possíveis atrasos no plantio por causa do clima, diz ministra


A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o Brasil “tem tecnologia” para contornar possíveis atrasos no plantio da safra 2019/20, se houver. Regiões produtoras de soja, cujo plantio se inicia nesta época do ano, têm se ressentido do regime irregular de chuvas e com isso o plantio está aquém do verificado na safra passada e na média dos últimos cinco anos.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT) divulgou ontem (30/9), por exemplo, que o plantio de soja em Mato Grosso - o principal produtor da oleaginosa - evoluiu 1,41 ponto porcentual na última semana, para 1,69% da área prevista pelo instituto no Estado, de 9,722 milhões de hectares. Assim como na semana anterior, os trabalhos estão atrasados ante igual período do ano passado (4,32%) e na média dos últimos cinco anos (2,69%).

Para a ministra da Agricultura, que participou de evento dos 100 anos da Sociedade Rural Brasileira (SRB), no Jockey Club, em São Paulo, o País tem tecnologia para contornar eventuais atrasos. “Isso (eventuais atrasos no período de plantio) acontece todo ano; temos tecnologia pra isso e vai dar tudo certo”, garantiu Tereza Cristina.

Antes do discurso na solenidade, a ministra esclareceu que suas declarações sobre agricultura orgânica brasileira, dadas em entrevista à Emirates News Agency (WAM), nos Emirados Árabes na semana passada, “foram mal interpretadas”. Segundo a WAM, a ministra teria afirmado que, por causa do “clima desfavorável” no Brasil, os produtos orgânicos seriam “entre 15% e 20% mais caros” do que produtos não orgânicos, sendo privilégio apenas de classes mais abastadas.

“O que eu falei foi (dado) uma interpretação errada. Eu disse que os orgânicos estão crescendo, e muito, no Brasil. Disse que um país tropical como o nosso não pode produzir orgânicos na mesma quantidade que a gente produz a agricultura comercial”, esclareceu Tereza Cristina, que continuou: “Disse também que no Brasil (a agricultura orgânica) vem crescendo muito e é uma tendência mundial e nós acompanhamos (o setor). O Ministério da Agricultura cuida dos orgânicos”, disse, e completou: “Houve um mal entendido, talvez pela língua”.

Em seu discurso, em homenagem aos 100 anos da SRB, Tereza Cristina elogiou o centenário da entidade. “Isso mostra por que a agricultura está na vanguarda e puxando a economia”, disse. “É porque ela se organizou e os 100 anos da SRB são prova disso.”

Tereza Cristina ressaltou, ainda, que mesmo pujante, a agropecuária brasileira “tem de trabalhar e ousar mais”. “Tenho andado em vários países e vendo o que nós precisamos fazer, vendendo os produtos brasileiros. Mas podemos fazer muito mais. Fizemos pouco diante das oportunidades que eu enxergo para este setor aqui no Brasil e no mundo”, continuou.

“Recebi há poucos dias ministros do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) e eles ficaram encantados com o que viram.” Segundo a ministra, os ministros da Agricultura do Brics, reunidos na semana passada em Bonito (MS), “viram o que o agro realmente é”. “Temos o agro mais sustentável do mundo, mas tem uma pecha de que não fazemos da maneira como fazemos. Isso vai passar, aliás, já está passando. O Brasil precisa se mostrar da maneira que ele realmente é. Temos problemas, mas também temos muitas coisas boas para mostrar ao mundo.”

Por Márcia De Chiara e Tânia Rabello
Fonte: O Estado de S.Paulo




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