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29/05/2018 - Algodão

ONU, Brasil e países africanos começam projeto para gerar renda entre produtores de algodão


Os governos do Brasil, Benim, Moçambique, Quênia e Tanzânia começaram neste mês um projeto para ajudar agricultores a ganhar dinheiro com os subprodutos da cadeia do algodão e cultivos associados. Com o apoio do Centro de Excelência contra a Fome da ONU, iniciativa visa gerar renda entre pequenos produtores. Programa realizará atividades de capacitação dos lavradores, além de dar apoio técnico a instituições públicas dos países africanos.

O óleo e a torta derivados da produção de algodão, bem como culturas que podem ser exploradas nas mesmas propriedades, como milho, sorgo e feijão, podem ser fontes de rendimentos e alimentação. Essa é a aposta da iniciativa de cooperação trilateral.

Para o diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, “todo projeto de cooperação requer o trabalho conjunto”. “Nós não temos todas as respostas, vamos construir conjuntamente uma solução única para cada país, que leve em consideração as características ambientais, sociais e econômicas de cada um”, afirmou o especialista das Nações Unidas durante a apresentação do projeto aos embaixadores.

Balaban ressaltou ainda que as soluções desenvolvidas nos países parceiros serão revertidas em benefícios para a cadeia do algodão no Brasil. “A cooperação Sul-Sul é sempre de mão dupla. Ao mesmo tempo em que ajudamos os países, aprendemos com eles para melhorar nossas próprias práticas.”

De acordo com o plano aprovado pelo Comitê Gestor, até o final de 2018 serão realizadas missões de prospecção aos quatro países africanos, para a elaboração de diagnósticos. As avaliações serão a base para a preparação de planos nacionais específicos.

Também presente, o embaixador João Almino, diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), afirmou que a iniciativa “nasceu dos êxitos que a cooperação brasileira tem na área do algodão”.

“Os países foram escolhidos por sua participação exitosa em outras iniciativas e por terem manifestado interesse em se envolver em mais esta”, acrescentou.

O embaixador explicou ainda que outras instituições públicas brasileiras, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), poderão se envolver no projeto e oferecer assistência técnica, de acordo com as demandas dos países.

Segundo Isaac Ochieng, embaixador do Quênia no Brasil, “a segurança alimentar, a criação de empregos compõem um dos quatro pilares do plano de governo do país, e o Brasil foi apontado como o exemplo a ser seguido nessas áreas”. O dirigente disse ainda que o projeto vai melhorar a saúde, a educação e a nutrição e terá impactos em diversas outras áreas, como infraestrutura.

A iniciativa está sendo executada pelo Centro de Excelência contra a Fome, com coordenação da ABC e apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão.

Fonte: Portal Nações Unidas no Brasil




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