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22/07/2020 - Outros

Nuvem de gafanhotos se desloca 33 km e avança 2 km em direção ao RS


A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do RS e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) seguem monitorando a nuvem de gafanhotos, que está atualmente em território argentino, a 110 km do Rio Grande do Sul.

Na segunda-feira (20/7), os insetos estavam a 112 km de Barra do Quaraí. Entre a segunda e ontem (21/7), eles se deslocaram 33 km, segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS, Ricardo Felicetti. "Mas aproximou somente 2 km do RS", explica.

De acordo com Felicetti, não há como determinar se a nuvem está indo em direção ao Uruguai. "Se mantém em Entre Ríos [província da Argentina]".

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) informou na segunda que a nuvem se deslocou da província de Corrientes para Entre Rios e está a 100 quilômetros da fronteira com o Uruguai.

Autoridades brasileiras consideram que a principal forma de combater o problema é por meio do despejo de agrotóxico em direção aos insetos. Especialistas, porém, avaliam que o método é extremamente prejudicial.

Probabilidade de chegada ao RS
De acordo com nota divulgada pelo Mapa, seguem mantidas as previsões de que os insetos continuarão se movimentando rumo ao sul, sem previsão de ocorrência de um conjunto de alterações climáticas (temperatura x umidade x direção/velocidade dos ventos) que favoreça a entrada no Brasil.

Segundo o Ministério, a última previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que os ventos na região se mantenham na direção Norte-Sul nos próximos dias, indicando uma provável direção da nuvem ao Uruguai.

"Nós estamos monitorando a região da fronteira com a Argentina e em contato direto com o Ministério e com o governo argentino para verificar o tamanho e a velocidade de deslocamento da nuvem. Temos 11 fiscais envolvidos nesta tarefa", afirma Felicetti.

O secretário da Agricultura do RS, Covatti Filho, destaca que o Plano Operacional da Secretaria da Agricultura está na fase de vigilância e monitoramento. Mas caso haja a entrada da nuvem no Rio Grande do Sul, as equipes devem executar as medidas de controle fitossanitário.

"Caso a nuvem chegue ao Estado, a estimativa é de grandes prejuízos para os produtores e as ações de contenção devem ser tomadas rapidamente para minimizar os impactos”, afirma Covatti.

Os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina estão em estado de emergência fitossanitária desde 25 de junho por determinação do Mapa. A medida é preventiva e deve durar um ano.

Grupo da UFPel faz simulação
O Grupo de Dispersão de Poluentes & Engenharia Nuclear (GDISPEN) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) vem analisando a trajetória da nuvem de gafanhotos pela Argentina, e realizou simulações de percursos possíveis para os insetos.

Utilizando dados como a velocidade de ventos prevista para a região, o grupo estimou o percurso dos insetos caso ele se movam em 40 km por dia, 80 km por dia e 150 km por dia.
  • Previsão para 40 km por dia: se esta previsão se confirmar, hoje (22/7), estima-se que a nuvem poderá atingir a província de Entre Ríos na Argentina, fronteira com o Uruguai, próximo a Concórdia na Rota 14, em torno de 140 km da cidade de Barra do Quaraí no RS.
  • Previsão para 80 km por dia: estima-se que a nuvem poderá atingir a região próxima a cidade de El Eucaliptus no Uruguai, em Passo de Los Carros na Rota 26, aproximadamente 200 km da cidade de Barra do Quaraí no RS e aproximadamente 240 km da cidade de Rivera (Uruguai), divisa com o RS.
  • Previsão para 150 km por dia: estima-se que a nuvem poderá atingir a região próxima a cidade de Villa del Carmem no Uruguai, província de Durazno. A região fica a aproximadamente 270 km das cidades gaúchas de Aceguá e Jaguarão.
Fonte: G1 RS




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