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18/09/2018 - Algodão

Movimento de queda dos preços do algodão se mantém


Os preços do algodão em pluma caíram em agosto. Foi o terceiro mês consecutivo de recuos. A pressão veio do avanço da colheita e da maior flexibilidade dos produtores na maior parte do mês. De 31 de julho a 31 de agosto, o Indicador do algodão em pluma Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, recuou 4,23%. A média do Indicador em agosto foi de R$ 3,2458/lp, 5,13% inferior à de julho/18, mas 23,12% acima da de agosto/17, em termos reais (dados atualizados pelo IGP-DI de jul/18).

No geral, a comercialização esteve enfraquecida em agosto e limitada a pequenos volumes. De um lado, indústrias compraram apenas o necessário para atender a necessidades imediatas, aguardando o avanço da entrega de contratos. De outro, cotonicultores já estavam com boa parte da produção comprometida e, com isso, disponibilizavam no spot apenas volumes que não foram para o atendimento de contratos. Assim, muitos vendedores ficaram atentos à colheita e ao beneficiamento da safra. Já comerciantes estiveram ativos ao longo de agosto, tanto na venda como na compra de pluma. Houve maior liquidez para as negociações futuras, envolvendo a pluma das próximas temporadas para entregas interna e externa. Tradings, atentas ao dólar elevado, efetuaram programações especialmente para a safra 2018/2019.

No começo de setembro, o movimento de queda dos preços perdeu intensidade, mas persiste. De 31 de agosto a 11 de setembro, o Indicador do algodão em pluma Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, recuou apenas 0,26%, fechando a R$ 3,1811/lp na terça-feira, 11. Conforme colaboradores do Cepea, esse cenário pode estar atrelado ao fraco ritmo de negócios no spot nacional. Enquanto compradores buscam lotes de qualidade a preços menores, vendedores disponibilizam lotes heterogêneos, o que acirra a “queda de braço” entre esses agentes. Comerciantes, por sua vez, estão ativos nas aquisições, no intuito de atender suas programações. No entanto, há dificuldades em “casar” novos negócios, devido à oferta de lotes com qualidade mista.

No campo, a colheita da safra 2017/2018 está praticamente finalizada  e atingiu 99,47% da área plantada em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em igual época do ano passado, os trabalhos de campo chegavam a 99,8% das plantações; na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 97,55%, a colheita está adiantada. O Imea projeta a área de algodão em Mato Grosso em 782,9 mil hectares.

Caroço de algodão
Com a maior demanda de pecuarista e de indústrias, vários lotes de caroço de algodão foram negociados em agosto, mas a maioria envolvendo pequenos volumes. O aquecimento na procura por torta e por farelo esteve atrelada ao aumento nos preços dos insumos substitutos. O preço médio do caroço no mercado spot em agosto/18 em Barreiras (BA) foi de R$ 465,43/t, baixa de 1,6% em relação ao mês anterior. Em Primavera do Leste (MT), a queda foi de 6,7% (R$ 379,10/t) e, em Campo Novo do Parecis (MT), de 1,1% (R$ 314,56/t).

Fonte: Cepea/Portal DBO




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