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25/10/2019 - Soja

Monitoramento da lavoura e utilização correta de inseticida é solução para controle de lagartas


No cerrado brasileiro, a movimentação já começou e a expectativa é grande para mais uma safra de soja. Para garantir rentabilidade e afastar uma situação que nenhum agricultor deseja, com perdas irreparáveis ao final do ciclo, planejamento é fundamental.

Um dos desafios que os produtores têm pela frente é monitorar e combater as lagartas de difícil controle, presentes na cultura da soja. Segundo Giorla Moraes, gerente de desenvolvimento de inseticidas Brasil, da Syngenta, os agricultores enfrentarão cenários diferentes de lagartas dependendo da biotecnologia utilizada.

Em soja com tecnologia Bt predominam lagartas do gênero Spodoptera, enquanto em materiais convencionais a lagarta falsa medideira (Chrysodeixes includens) e a lagarta Helicoverpa armigera são mais comuns. Segundo Spark Bip Soybean 18/19, variedades de soja com tecnologia Bt estiveram presentes na última safra em 65% da área plantada no país; e não Bt, nos outros 35% da área. Desse modo, o primeiro passo no manejo integrado dessas pragas é a identificação das espécies que estão ocorrendo na lavoura.

“São cenários diferentes de lagartas, cada uma com suas características, mas todas com potencial muito grande de estragos para a lavoura”, alerta a engenheira agrônoma.

Na cultura da soja Bt, as lagartas do gênero Spodoptera mais comuns são spodoptera cosmioides e spodoptera eridania, assumindo importância normalmente a partir do início da fase reprodutiva da cultura, em que normalmente se alimentam das folhas. Já em um panorama sem a tecnologia Bt, as principais inimigas, conforme citado anteriormente, são as lagartas falsa medideira e a helicoverpa armigera.

Nesse cenário, a lagarta falsa medideira possui maior preferência e melhor adaptação à soja, sendo responsável por grandes danos tanto na fase vegetativa quanto na fase reprodutiva. Já a lagarta armigera, quando ocorre de forma expressiva, é extremamente agressiva, pois ataca as estruturas reprodutivas das plantas, além de se multiplicarem rapidamente.

Em ambos os casos, a recomendação é a mesma: monitorar desde o início. Em caso de infestação, deve-se aplicar o inseticida correto logo no começo. A necessidade de uma segunda aplicação vai depender muito do monitoramento realizado na área de plantio. “A amostragem dessas lagartas e o monitoramento permanente da lavoura devem voltar a ser rotina nas propriedades”, recomenda a engenheira agrônoma.

Segundo ela, não basta o produto ser de qualidade e ter eficácia comprovada, ele deve ser utilizado na hora certa. É aí que entra o Manejo Integrado de Pragas, o MIP.

Manejo Integrado de Pragas
O MIP garante uma tomada de decisão segura mediante o monitoramento constante da lavoura e, consequentemente, a adoção de uma estratégia precisa. É por meio dele que vai se saber o local e o momento certo da utilização do inseticida para controlar as lagartas.

“O monitoramento de pragas na lavoura é fundamental na tomada de decisão. Essa prática determina a situação das pragas na cultura, avalia os danos, talhões e prejuízos que podem estar ocorrendo, e define o momento e o local de aplicação do inseticida. Assim, o produto estará não só sendo mais eficiente, mas também colaborando para um melhor posicionamento, então o MIP faz todo o sentido”, afirma a gerente de desenvolvimento.

Outra vantagem apontada pela agrônoma é que o Manejo Integrado de Pragas pode detectar a infestação logo no início, quando a utilização do produto é mais eficaz e pode apresentar um controle por um período maior, reduzindo os custos para o produtor rural e reinfestações na área.

“Se o agricultor sabe o que está acontecendo na sua área, ele tomará a decisão com melhor embasamento, clareza e precisão. O retorno para o produtor vale muito a pena”, ressalta Giorla Moraes.

Fonte: Canal Rural




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