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27/01/2020 - Milho

Milho: veja o que deve mexer com os preços na semana


O mercado de milho vê preços firmes no Brasil para a semana, enquanto se mantém atento ao plantio do cereal pelos produtores dos Estados Unidos.

Confira abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho no período. As dicas são do analista Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado:
  • O mercado se empolgou com alguma compra de milho por parte da China, o que, até o momento, é tecnicamente inexplicável, já que o país asiático tem em estoque cerca de 200 milhões de toneladas do grão. Mas, tão logo a empolgação passou, os preços na Bolsa de Chicago voltaram a ceder
  • O risco para o milho é de um plantio acima do normal na safra norte-americana de 2020, gerando uma superprodução e um elevadíssimo estoque de passagem a partir de setembro. O risco desse movimento está na fraca condição da soja, visto que a China não eleva as compras do produto norte-americano
  • Atenção ainda ao clima na Argentina, apesar da projeção de boas ocorrências de chuva para a próxima semana
  • A safra argentina, na projeção atual, está em 48 milhões de toneladas
  • No Brasil, o quadro segue muito firme. As colheitas seguem para a segunda metade na região gaúcha das Missões, por exemplo, e os preços não caem; pelo contrário: estão muito estáveis
  • Haverá colheitas regionais até abril, certamente, mas muita procura deve surgir por esse milho novo, já que ele será mais barato do que o importado
  • Os fretes devem começar a subir nos próximos dias com a colheita da soja, o que deve dificultar o trânsito do milho em longas distâncias e elevar os preços CIF
  • Pode ocorrer com as colheitas regionais o mesmo que nas Missões, no Rio Grande do Sul: ou seja, a colheita passa e os preços sobem
  • Para a “safrinha”, contudo, o quadro é muito diferente. Se houver a confirmação de um plantio elevado com milho nos Estados Unidos e não houver problemas grandes com a safra norte-americana, o espaço para preços internacionais na Bolsa de Chicago acima de US$ 3,70 por bushel é muito limitado
  • Uma supersafra nos EUA limitaria os preços nos portos brasileiros a R$ 37-R$ 38 ou menos, e com o mercado interno tendo que se ajustar a esse perfil para poder exportar
  • É possível haver uma segunda safra recorde em 2020, e a necessidade de exportação de
  • 30 milhões de toneladas no segundo semestre é inevitável. Sem ela, a segunda metade do ano terá preços completamente diferentes da primeira.
Fonte: Canal Rural




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