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15/06/2018 - Milho

Milho: Chicago despenca com chuva nos EUA e dólar forte


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado despencou, pressionado pelo indicativo de bons volumes de chuvas em áreas produtoras dos Estados Unidos, beneficiando o desenvolvimento das lavouras de milho do país.

A forte valorização do dólar frente a outras moedas correntes completou o quadro negativo, apesar do bom desempenho das vendas líquidas norte-americanas de milho. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas norte-americanas de milho e o para a temporada comercial 2017/18, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 936.400 toneladas na semana encerrada 7 de junho. O número ficou 12% superior ao da semana anterior e 2% acima da média em quatro semanas. Para a temporada 2018/19, ficaram em 240.200 toneladas.

Brasil

O mercado brasileiro de milho teve uma quinta-feira de preços fracos e de poucos negócios. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, no mercado disponível as

negociações ocorrem de maneira pontual. "Os consumidores optam por compras pontuais, avaliando que a colheita da safrinha forçaria a queda dos preços de maneira mais consistente no disponível", comenta.

As questões envolvendo o tabelamento do frete comprometem incisivamente as negociações no porto. Assim, as tradings optam por se retrair neste momento, da mesma maneira que as negociações entre estados são praticamente inviáveis nessas condições.

Soja

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira de preços de estáveis a mais baixos e poucos negócios. A forte alta do dólar garantiu sustentação ao mercado nacional. Entretanto, a bolsa de Chicago registrou perdas e pressionou para baixo as cotações no Brasil.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas manteve o mercado sob pressão.
 
Com o plantio praticamente finalizado, as recentes chuvas mantêm as condições das lavouras em taxas elevadas de boas a excelentes. O potencial produtivo encaminha uma safra cheia. 

Nem mesmo o relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mudou este cenário negativo aos preços. O USDA indicou estoques abaixo do esperado e manteve a previsão de safra americana, enquanto a aposta era de elevação. 

Boi

O mercado do boi gordo teve reações diferentes no fechamento da quinta-feira. Segundo a Scot Consultoria, não houve um viés definido. Em algumas praças os ajustes foram positivos e em outras negativos.

Contudo, gradativamente, as ofertas de compra por valores abaixo da referência se tornam mais comuns. De maneira geral, o comportamento é puxado pelas indústrias de pequenos e médio porte, que ofertam até R$ 2 por arroba abaixo do praticado atualmente. 

As programações das indústrias permanecem longas, atendendo média de 8,3 dias úteis (grandes) e 5,6 dias úteis (pequenas). Os frigoríficos enfrentam dificuldade para escoar a produção de carne e, portanto, não intensificam as compras. 

Fonte: Scot Consultoria | Canal Rural




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