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01/11/2019 - Pecuária

Mercado futuro do boi avança para níveis recordes


A arroba do boi gordo mantém o seu movimento de alta nesta semana, refletindo oferta restrita, escalas encurtadas e também a expectativa de maior consumo no início de novembro, segundo informa a Agrifatto.

Na B3, o contrato para outubro de 2020 atingiu a máxima histórica (já corrigida pela inflação), com fechamento em R$ 186,25/@ ontem. O indicador Esalq/B3/Cepea, por sua vez, fechou a R$ 167,40/@, com alta diária de 0,30% e de 2,57% ante a semana anterior.

A máxima e a mínima do fechamento da véspera também contaram com altas significativas, cotadas em R$ 177,54/@ e R$ 159,34/@, respectivamente, relata a Agrifatto.

Indicador Cepea atinge maior patamar desde novembro de 2016
Os preços do bezerro, do boi gordo e da carne bovina seguiram em alta na maior parte de outubro, impulsionados pela baixa oferta e também pela demanda aquecida, sobretudo no que se refere às exportações, informam os pesquisadores do Centro de Estados Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Para o boi gordo, a elevação no acumulado deste mês é de 3,21%, com o Indicador Esalq/B3 (São Paulo) fechando a R$ 167,40 na última quarta, 30 de outubro. Trata-se do maior patamar real desde novembro de 2016, quando a média mensal do Indicador foi de R$ 168,23 (valores foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro). A média de outubro está em R$ 162,92, com elevações de 2,91% e de 6,76%, respectivamente, quando comparada às médias de setembro deste ano e outubro de 2018.

No caso do bezerro (Indicador Esalq/BM&FBovespa, Mato Grosso do Sul), no acumulado parcial deste mês (de 30 de setembro a 30 de outubro), a alta é de 1,3%, fechando a R$ 1.386,93 ontem. A média mensal, de R$ 1.356,07, supera em 1,4% a de setembro e em 11,16% a de outubro/18, em termos reais (desconta a inflação)

No caso da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo, para a carcaça casada de boi, houve valorização de 6,81% no acumulado parcial deste mês, com o preço à vista fechando a R$ 11,60/kg nessa quarta. Em outubro, a média está em R$ 11,23/kg, aumento mensal de 4,5% e anual de 11%, também em termos reais.

Em termos nominais, ou seja, sem considerar os efeitos da inflação, os patamares observados em outubro para a arroba do boi e para a carne no atacado são os maiores das séries históricas do Cepea, iniciadas respectivamente em 1994 e 2001. No caso do bezerro, os patamares nominais de abril de 2016 superam os atuais.

Região Norte negocia lotes a preços acima do mercado
O forte aquecimento das exportações de carne bovina brasileira à China continua ditando os preços do boi gordo, que sobem sobretudo na região Norte do País, onde a oferta de boiada é mais enxuta em relação às praças do Centro-Sul.

Segundo a Informa Economics FNP, entre as principais regiões pecuárias, o Pará e o norte do Tocantins seguem como grandes destaques no dia. Nessas regiões, informa a consultoria, as indústrias locais só conseguem efetivar grandes compras aceitando pagar mais pela boiada.

Em Xinguara e Marabá, no Pará, foram vendidas cerca de três mil cabeças de boi gordo a R$ 170/@ (para desconto do Funrural e pagamento em 30 dias), para atender o mercado chinês, segundo relatos da FNP. Em Araguaína, TO, nas mesmas condições, foram negociadas cerca de mil cabeças para atender contrato de exportação de carne para Indonésia.

“A dificuldade de compra de boi gordo nos Estados do Norte persiste, mas quando aparece um carregamento de grande porte e que se enquadra nos protocolos das indústrias, as condições de barganham são diferenciadas”, destaca a consultoria.

Por Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO




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