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18/04/2018 - Café

Mercado de café deve atentar para clima no Brasil


Segundo a INTL FCStone, questão pode dar suporte aos preços, pois pode afetar a oferta global.

O mercado de café deve concentrar atenção sobre o Brasil no fim do segundo trimestre, com acompanhamento da temporada de geadas, em junho. A expectativa é da consultoria INTL FCStone, em relatório trimestral sobre commodities agrícolas, divulgado nesta terça-feira, 176. Conforme a FCStone, "a questão em si pode dar suporte aos preços, uma vez que serve de lembrete que o clima pode afetar a oferta global".

Atualmente, várias organizações projetam a safra brasileira de 2018/2019 em uma ampla faixa, desde a mais baixa, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com 53 milhões de sacas de 60 kg, até a mais alta, como a da Ecom Agroindustrial, com 65 milhões de sacas. "As expectativas gerais são de que o Brasil não vai produzir uma super safra acima de 60 milhões de sacas, a qual tinha sido prevista anteriormente", observa a consultoria.

A FCStone ressalta que, com preços enfraquecidos, são levantadas questões sobre possível redução no uso de insumos por parte dos produtores durante esse importante período de desenvolvimento das safras de 2018/2019 (outubro-setembro). "A incapacidade de fornecer insumos suficientes pode dar suporte aos preços em longo prazo", estima a consultoria.

No segundo maior produtor mundial de café, Vietnã, o fluxo da safra 2017/2018 também estará em destaque no segundo trimestre deste ano, assim como os relatórios de florescimento e pegamento de 2018/2019. A oferta ainda forte no Vietnã tem limitado o potencial de alta dos futuros do robusta recentemente na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), assim como o fluxo recorde de exportações da Índia e do Uganda.

Espera-se que a produção de 2017/2018 do Vietnã tenha aumento para 30 milhões de sacas, em comparação com 28 milhões em 2016/2017. As exportações, que costumam fornecer um bom indicativo da produção, estão em pé de igualdade com os níveis do ano passado, mas devem ter crescimento anual no segundo trimestre e na temporada 2017/2018, de pelo menos 1 milhão de sacas (60 mil toneladas), prevê a FCStone. Em contrapartida, a oferta tem caído na Indonésia durante as duas últimas temporadas.

Fonte: Estadão Conteúdo




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