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17/01/2019 - Milho

Logum quer expandir duto de etanol para Centro-Oeste de olho em álcool de milho


A Logum, empresa que opera o único duto de etanol do Brasil, está buscando expandir o sistema para o centro do país para alcançar mais usinas e possivelmente a nascente indústria de álcool de milho, que deve crescer.

Wagner Biasoli, CEO da companhia, disse à Reuters que a Logum garantiu financiamento para uma expansão para ligar novas usinas no Estado de Minas Gerais, impulsionar a entrega para São Paulo e atingir capacidade total de 6 bilhões de litros por ano.

Em seguida, estão os Estados do Centro-Oeste de Goiás e Mato Grosso, alguns dos maiores produtores de grãos do país, disse ele, acrescentando que os novos incentivos aos biocombustíveis que entrarem em vigor em 2020 deverão ajudar a impulsionar a demanda por etanol.

A Logum é uma parceira entre a Petrobras e as gigantes de açúcar e etanol Raízen e Copersucar. Os co-proprietários fecharam um acordo no final do ano passado para comprar as fatias das empresas de engenharia Odebrecht e Camargo Corrêa, aumentando suas participações de 20 para 30 por cento cada. Os detalhes financeiros não foram divulgados.

A saída de Odebrecht e Camargo Corrêa, duas empresas envolvidas no maior escândalo de corrupção do Brasil, abriu caminho para o banco estatal de desenvolvimento BNDES estender uma linha de crédito 1,8 bilhão de reais para os planos de expansão da Logum.

A próxima fronteira é o etanol de milho.

“Estive no Mato Grosso na semana passada. Estamos analisando a possibilidade de estender nosso duto para Cuiabá”, disse Biasoli, referindo-se à capital do principal Estado brasileiro produtor de grãos.

Biasoli citou previsões do mercado de etanol de milho crescendo para 1 bilhão de litros em Mato Grosso neste ano, de 300 milhões de litros em 2018. “O Estado deve chegar a 5 bilhões de litros nos próximos três a cinco anos”, disse ele.

Há vários projetos em andamento para produzir etanol a partir do milho em Mato Grosso, Estado que aumentou drasticamente sua produção de milho. O movimento está mudando a indústria brasileira de etanol, há muito focada na cana-de-açúcar.

A Logum atualmente movimenta 2,5 bilhões de litros de etanol por ano, principalmente da região de Ribeirão Preto para os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. Também leva o etanol para navios na costa do Rio para exportar ou abastecer o Nordeste do país.

Os custos de transporte têm sido um dos maiores obstáculos para a expansão da produção de etanol no Brasil central. A produção atual é majoritariamente vendida localmente, em vez de ser transportada em caminhão cerca de 2 mil quilômetros para mercados do Sudeste e terminais de exportação.

Por Marcelo Teixeira
Fonte: Reuters




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