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29/07/2019 - Pecuária

Inteligência artificial para identificar bovinos


Os brincos e marcas de ferro quente usados na identificação de bovinos estão com os dias contados no que depender dos pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná  (Iapar). O Instituto está desenvolvendo uma pesquisa para identificar os animais a partir de inteligência artificial, a partir de uma simples foto do focinho.

“Além de evitar marcar os animais na cara com ferro quente, o novo método também é mais eficaz e confiável que o brinco fixado na orelha do animal porque não há risco de perda e não pode ser trocado”, destaca o pesquisador João Aril Hill, que conduz o trabalho de pesquisa com o estudante de Engenharia da Computação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Lucas Nolasco.

“Obtivemos taxas de acerto superiores a 95% nos testes, o que nos deixou animados”, comemora o estudante. Nolasco ressalta que é fundamental ampliar a base de dados, assim como melhorar a inteligência artificial, para que o sistema computacional seja mais preciso na identificação. “Estamos tentando, por exemplo, ensinar o sistema a identificar os animais a partir de uma única imagem do espelho nasal. Atualmente são 40 imagens em momentos diferentes do mesmo bovino”, salienta.

De acordo com Hill, a identificação foi baseada em um banco de dados das raças Purunã, Jersey e Holandês do rebanho do Iapar nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa e Pato Branco. “Temos em torno de 700 animais na nossa base de dados e queremos chegar a mil em breve”, complementa o pesquisador.

Os resultados preliminares obtidos por Nolasco e Hill foram apresentados durante o Programa de Iniciação Científica (ProICI) do Iapar, que reúne trabalhos de estudantes de graduação orientados por pesquisadores do Instituto. Os pesquisadores ressaltam que a ferramenta ainda está em fase de desenvolvimento  e que precisa ser leve e rápida para que possa ser usada em dispositivos móveis.

“É importante lembrar que a internet não está presente em todos os lugares, principalmente nas propriedades rurais. Isso dificulta um pouco porque não dá para armazenar tanta informação hoje em um único aparelho”, diz Hill.

Fonte: Portal DBO




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