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17/04/2020 - Trigo

Inoculante deixa trigo mais eficiente


Um inoculante que resultou de uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Biotrop pode aumentar a produtividade por hectare e a rentabilidade da cultura do trigo. O Azotrop (Azospirillum brasilense) permite também melhor crescimento do sistema radicular, a fixação biológica de nitrogênio e a melhora na eficiência da absorção de água e nutrientes. O produto ajuda ainda na sustentação da planta, reduzindo o acamamento. 

De acordo com a Biotrop, o Brasil consome anualmente algo em torno de 10 milhões de toneladas de trigo, mas produz apenas metade disso. “O Azotrop faz com que a cultura se desenvolva mais, resultando assim numa planta mais sadia, resistente e produtiva”, destaca Fabio Scudeler, gerente de inovação e tecnologia da Biotrop. 

Os testes realizados recentemente comprovaram a eficiência do produto em duas fazendas, no município de Itaberá/SP e, em uma área de 12 hectares, enquanto a área padrão da fazenda obteve 162 perfilhos por metro linear, o local em que foi aplicado o Azotrop resultou em 201, um incremento de 24%. Em relação à produtividade, o padrão da fazenda atingiu 72sc/ha, enquanto com o Azotrop o produtor alcançou 83sc/ha, um incremento de 15,7%, o equivalente a 11 sacas a mais por hectare. 

Na segunda área o produto foi aplicado em uma área de aproximadamente 15 hectares, alcançando 28% no aumento dos perfilhos e 21% no ganho de produtividade. “Existem muitos resultados que comprovam a eficiência do nosso produto. O aproveitamento do nitrogênio, associado com a capacidade de produção de fitormônios, faz com que a cultura aproveite melhor o nutriente presente no solo”, destaca Scudeler. 

De acordo com Ricardo Silva Araujo, engenheiro agrônomo e doutor em Fitopatologia/Bacteriologia, justamente por não atingir os níveis de qualidade e potencial produtivo elevado, é que não há tanto investimento e estudos na melhoria do grão. “O principal problema que vejo é o baixo valor. É uma cultura que não é atrativa por não ter qualidade e o país fica dependente da importação do trigo argentino para a panificação e uma série de outras aplicações industriais que precisam dessa força de glúten”, destaca o especialista. 

Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink




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