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29/05/2019 - Pecuária

Imea sugere uso da B3 para assegurar lucro com boi gordo


O mais recente boletim pecuário do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) sugere que os pecuaristas do Estado fiquem atentos aos mecanismos de travamento de preços (hedge) da arroba do boi gordo no mercado futuro.

Tomando como base o preço futuro para outubro próximo (pico da entressafra) e excluindo o diferencial de base de -11,76% (média histórica) entre MT e SP (a praça paulista é a referência para os fechamentos dos contratos na bolsa B3), o valor do boi gordo para décimo mês do ano é de R$ 142,08 para Mato Grosso.

Esse preço sinalizado para outubro é quase 2% maior em relação ao valor apresentado em maio no mercado físico (R$ 139,54/@), e 4% superior ao observado em janeiro (R$ 136,20/@), o que demonstra a evolução das cotações ao longo do ano.

Dessa forma, observa o boletim do Imea, “o produtor que souber utilizar essa ferramenta na B3 pode cobrir seus custos e ainda assegurar uma melhor receita na segunda metade deste ano”.

Mercado do boi gordo esfria nas principais praças
O mercado do boi gordo mantém a tendência de estabilidade nos preços, com o registro de poucos negócios nas principais praças pecuárias.

Em São Paulo, informa nesta manhã a Scot Consultoria, os frigoríficos estão bem posicionados em relação às escalas de abate.

“Com as programações desta semana bem encaminhadas, os compradores não abriram ofertas de compra no período da manhã de ontem”, relata a consultoria.

Além da praça paulista, alguns frigoríficos de Mato Grosso do Sul, mais precisamente nas regiões de Campo Grande e Três Lagoas, também não abriram compras, em função do alongamento das escalas, segundo a Scot.

Ontem, o Indicador boi gordo Esalq/B3/Cepea fechou a R$ 152/@, com alta de quase 1%.

Valor do bezerro desmama sobe 4,5% em 30 dias em SP
Nos últimos 30 dias, em São Paulo, o preço do bezerro desmamado (6@) saiu de R$ 1.320/cabeça para R$ 1.380/cabeça, o que representa um aumento de 4,5%, informa a Scot Consultoria

“Com isso, muitos pecuaristas do Estado, antevendo mais altas para reposição, estão se prevenindo e optando por repor o plantel da fazenda com certa antecedência”, relata a consultoria.

Por Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO




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