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18/10/2018 - Milho

Grãos: Investir em boas práticas de armazenagem é garantir a qualidade do grão


Armazenar adequadamente consiste em manter a guarda e conservação dos produtos alimentícios de acordo com os padrões de qualidade. A armazenagem de grãos é parte importante do agronegócio, portanto, deve ser incorporada ao processo da cadeia produtiva, que vai desde o plantio até a comercialização e industrialização. Estima-se que no Brasil 20% da produção anual de grãos seja perdida entre a colheita e o armazenamento.

O Brasil nos últimos anos tem se destacado no comércio internacional como exportador de commodities agrícolas. E grande parte da produção de grãos do Brasil é destinada as cadeias produtivas de carnes, como é o caso da produção de milho estimada em 55 milhões de toneladas ano, em que 70% é destinada a avicultura, 24% à suinocultura, 4% à bovinocultura e 2% à alimentação humana e exportação. O Brasil apresenta crescimento da produção de grãos a cada ano, suprindo o mercado interno e ainda atuando no internacional. No entanto, a capacidade de armazenagem continua estática, muitas vezes não comportando toda a produção de grãos e, mais ainda, com a qualidade que o mercado exige.

Os equipamentos de armazenagem inseridos na unidade armazenadora de grãos é um dos itens essenciais para a garantia da qualidade demandada para a comercialização destes grãos. As pragas são os principais contaminantes dos grãos durante a armazenagem que comprometem a comercialização, pois é exigido que os grãos a serem comercializados, tanto no mercado interno, quanto externo, estejam isentos destes contaminantes, ou seja devem atender a um padrão de qualidade. Para tanto, na atualidade, são notórias as exigências dos consumidores finais e importadores quanto à qualidade físico-química, nutricional e sanitária de alimentos, o que às vezes são causas de barreiras comerciais quando padrões vigentes não são considerados.

Em Mato Grosso, quando o assunto é armazenamento de grãos, a história não é diferente do resto do Brasil. Apesar de ter uma histórico agrícola relativamente novo, o estado revelou ao país e ao mundo sua vocação para a produção de grãos e a cada ano surpreende com números recordes.  Líder nacional na produção de soja, milho, algodão e girassol, tem uma área plantada que cresce a cada ano. Isso acontece porque os produtores rurais, incluindo agricultores e pecuaristas, estão cada vez mais bem informados no que se refere às tecnologias para aumentar a produtividade e a produção.

Considerando a margem de segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para Alimentação e Agricultura (FAO), que é de 20% em cima de tudo que se produz em grãos, em 2018, o déficit de armazenagem deve aumentar 38 milhões em Mato Grosso. O país tem capacidade para estocar até 157,6 milhões de toneladas, o que significa dizer que falta espaço para estocar mais de 32% do que já foi colhido, o que equivale a cerca de 75 milhões de toneladas.

Em Mato Grosso, os produtores buscam alternativas para armazenar o produto de forma adequada e mantê-lo com qualidade. A construção de armazéns nas fazendas é uma alternativa, mas para ser rentável é preciso que seja por meio de condomínio associação com vizinhos ou cooperativas formadas pelos agricultores. Caso contrário, o proprietário pode ter prejuízos ou uma preocupação a mais para manter a estrutura bem utilizada e sem causar prejuízo.

O processo de armazenagem de grãos exige mão de obra qualificada. Diante desta  necessidade, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT), oferece o treinamento de Classificação, armazenagem e preservação de produtos de origem agrossilvipastoril. Este curso tem como objetivo mostrar aos participantes como armazenar grãos e oleaginosas, granel e em sacaria.

O conteúdo, que tem carga horária de 40 horas, é bem intensa e inclui assuntos como unidades armazenadoras de grãos, planejamento da unidade armazenadora e impactos ambientais. Mas não é só isso, os participantes têm a oportunidade de conversar sobre riscos e acidentes que podem ocorrer durante o trabalho, infraestrutura de recebimento dos grãos e beneficiamento da unidade armazenadora.  Máquinas de limpeza, avaliação da qualidade dos grãos como características físicas, fisiológicas e sanitárias, métodos de conservação dos grãos, funcionamento de fornalhas e secadores, manutenção preventiva de unidades armazenadoras e até métodos de controle de pragas de grãos fazem parte do conteúdo.

Fonte: Cenário MT




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