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11/02/2019 - Cana

Governo estuda autorizar novas debêntures a usinas


O governo federal estuda autorizar o setor produtivo de açúcar, etanol e bioenergia a emitir debêntures – títulos de dívida negociados no mercado – para capitalizar a área operacional das usinas. Em 2014, as companhias foram liberadas a captar recursos com esses papéis para investimentos em bens de capital, mas as áreas agrícola e de manutenção das processadoras de cana-de-açúcar, por exemplo, não foram atendidas. O governo avalia que R$ 16 bilhões possam ser captados com essa linha de crédito. Os principais destinos dos recursos seriam a renovação de canaviais diante da estagnação, há uma década, da produtividade das lavouras brasileiras e a produção de energia elétrica cogerada.

Veja bem. Uma proposta de portaria para autorizar o setor sucroenergético a emitir debêntures operacionais deve estar pronta em 15 dias. Críticos no governo sustentam que a emissão destes títulos para investimentos em bens de capital no passado ajudaram algumas companhias a ampliar a crise econômica que já enfrentavam e muitos investidores tomaram calote. Cenário que poderia se repetir. 

Mas... Defensores do projeto lembram que quase uma centena de usinas já foi fechada ou suspendeu temporariamente a moagem no Brasil e que a crise do setor ocorreria com ou sem a emissão de debêntures. Um primeiro levantamento aponta que só no oeste do Estado de São Paulo três usinas deixarão de operar em 2019.

Nas arábias. Empresários e representantes da agroindústria chegam a Riad, capital da Arábia Saudita, nesta segunda-feira, para negociar a reabertura da exportação de carne de frango por unidades embargadas em janeiro. “Queremos mais proximidade com a SFDA, a autoridade sanitária da Arábia Saudita”, diz Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Com o apoio da embaixada brasileira, o grupo se reunirá com importadores.

Próxima parada. De Riad, a missão brasileira vai à África do Sul para se encontrar com a Associação de Importadores e Exportadores de Carne (Amie, na sigla em inglês) e visitar a Embaixada do Brasil em Pretória. O diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin, conta que, na tentativa de ampliar o mercado, brasileiros vão discutir ações como workshops para importadores, governo e entidades.

Cara a cara. Em paralelo, a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira tenta conseguir uma audiência com a SFDA. Membros da Câmara pretendem aproveitar o fato de que estarão nos Emirados Árabes para a feira Gulfood, que será realizada em Dubai de 17 a 21 de fevereiro, para debater com a autoridade sanitária saudita as questões que levaram à desautorização dos frigoríficos brasileiros.

Na rede. A Syngenta está começando a vender defensivos por meio de e-commerce. Para negociar por aplicativo, a empresa se aliou à startup InstaAgro, que já recebeu aval das autoridades de defesa agropecuária de Goiás e São Paulo. Gonçalo Fernandes, diretor de Estratégias e Parcerias da Syngenta, aposta, principalmente, no interesse de pequenos e médios produtores, que buscam maior oferta de produtos. “Esperamos depois expandir para o Sul, Nordeste e Centro-Oeste.”

Em expansão. Vinte e três marcas de defensivos já são comercializadas pela InstaAgro, o equivalente a 25% do portfólio da Syngenta – produtos “premium” ainda não são vendidos na plataforma. Fernandes acredita que, em cinco a dez anos, o e-commerce terá tanta relevância quanto as vendas diretas, por revendas ou cooperativas.

De pé. A Advocacia-Geral da União (AGU) convenceu os juízes do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região e o Brasil continuará exportando gado vivo. Por 11 votos a 7, o grupo entendeu que a atividade segue regras sanitárias e tem relevância econômica. A AGU foi assessorada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que forneceu o embasamento técnico para o julgamento. 

Na cola. As empresas Ecoboi, Tracking System e Globalstar acabam de criar um colar que permitirá ao pecuarista rastrear, via satélite, os caminhos percorridos pelo animal durante o período de engorda. Batizada de “Ecoboi”, a tecnologia deve ser aplicada em 20 mil cabeças de gado neste ano e resultar em um faturamento médio de R$ 220 mil por mês aos desenvolvedores. Nesse projeto, as companhias gastaram cerca de R$ 1 milhão.

Mais poderosas. O aumento da presença feminina no agronegócio dá fôlego ao projeto da consultoria paranaense Labhoro de inseri-las no mercado. Depois da Missão Mulheres do Agro aos Estados Unidos, que chega à nona edição, haverá outras duas: em junho para a Argentina e em outubro para a China. 

Cadê outras? Andrea Cordeiro, diretora da Labhoro e idealizadora da iniciativa, diz que produtoras são maioria. Ela sente falta de funcionárias de empresas no grupo. “Tradings, indústrias, cooperativas priorizam viagens técnicas a funcionários homens”, diz. O roteiro inclui atividades para entender a logística e comercialização de grãos do país e visitas a propriedades e feiras. 

Fonte: Coluna do Broadcast Agro/O Estado de S.Paulo - http://tempuri.org/tempuri.html




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