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28/08/2020 - Milho

Geada atinge lavouras na fase inicial de plantio no RS


As áreas recém-plantadas de milho no Rio Grande do Sul foram atingidas pelas fortes geadas nos últimos dias. Segundo os analistas de Emater/RS-Ascar, empresa de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho, nas áreas em início de desenvolvimento, a gema apical da planta no interior do solo teve uma barreira de proteção, o que amenizou o efeito das geadas e do granizo. Mas houve danos em muitas lavouras implantadas em áreas de baixas altitudes, cujos estágios de desenvolvimento estão mais avançados (quatro folhas ou mais).

Segundo o informativo da Emater/RS, na regional de Erechim dois mil hectares de milho já foram plantados e já muitas áreas já dessecadas à espera do início dos trabalhos. Na região de Soledade, o plantio já atingiu 3.500 hectares de milho grão e silagem, atualmente em emergência e início de desenvolvimento vegetativo. Essas áreas foram atingidas por fortes geadas.

Em São Lourenço do Sul, na região Colonial de Pelotas, acontecem as primeiras semeaduras em áreas onde é menor a probabilidade de ocorrência de frios tardios. Os analistas explicam que implantação no cedo se deve à crescente demanda por milho grão para o consumo das criações e por silagem como alimento volumoso, principalmente em Canguçu, São Lourenço do Sul e Pelotas.

Na região de Frederico Westphalen, estima-se que já estejam semeados, em fase de germinação e início de desenvolvimento vegetativo mais de 20 mil hectares de milho grão e 9.500 de milho para silagem. “As demais áreas vêm sendo dessecadas e complementadas com a prática do tombamento das plantas, preparando-as para os plantios. As baixas temperaturas dos últimos dias, com a ocorrência de geadas, atingiram a cultura que já estava germinada, e os impactos seguem em monitoramento.”

Na região de Santa Maria, há áreas implantadas tanto para grãos quanto para silagem, e os produtores intensificam o preparo de novas áreas. Na região de Bagé, a semeadura iniciou no Noroeste. “Já é significativa a área semeada na Fronteira Oeste, em Manoel Viana, São Borja, Itacurubi e Maçambará. Novas semeaduras dependem do retorno das precipitações, já que os solos apresentam umidade insuficiente para a operação. Houve relatos de possíveis danos pelas geadas em plantas recém-emergidas, mais pronunciados na região de São Borja, cujo impacto ainda será dimensionado.”

Nas regionais de Ijuí e Santa Rosa, diante do frio intenso, os plantios da cultura avançaram pouco durante a semana. Na região de Ijuí, a maioria das lavouras estão prontas para a semeadura que deve se intensificar nos próximos dias. As geadas preocupam os produtores em função de danos nas lavouras emergidas.

Os analistas calculam que há cerca de dez mil hectares em fase de desenvolvimento vegetativo, e esses cultivos apresentam queimadura das folhas e morte de plantas. “Há danos irreversíveis nas lavouras em estádios fenológicos mais avançados nas quais o ponto de crescimento estava cima do nível do solo, pois houve congelamento dos tecidos, sendo necessário replantar as áreas ou destiná-las para outra cultura.”

Segundo eles, as estimativas iniciais de danos ocorridos nessas circunstâncias indicam que cerca de três mil hectares tenham sido atingidos. Há potencial de recuperação das demais lavouras em germinação e em início da emergência, nas quais o ponto de crescimento situa-se abaixo do nível do solo.

Na região de Santa Rosa, os agricultores foram cautelosos com a perspectiva do frio mais intenso e diminuíram os plantios. Atualmente, estima-se que a área já implantada seja de 78 mil hectares. “As geadas tiveram forte impacto sobre a parte aérea das plantas, causando a senescência de folhas expostas e reduzindo drasticamente a área fotossintética. Naquelas plantas em que o ponto de crescimento ainda não aflorou a superfície do solo, é reduzido o potencial do nível de dano.”

A Emater/RS ainda não divulgou seu primeiro levantamento de intenção de plantio do milho no Rio Grande do Sul para a safra 2020/2021. A perspectiva é de aumento de área, graças aos bons preços. Nesta semana a saca de 60 kg de milho foi cotada a R$ 48,17 no mercado gaúcho, em alta de 45% em relação ao mesmo período do ano passado e está 26,7% acima da média de agosto nos últimos cinco anos.

Fonte: Globo Rural




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