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31/01/2020 - Outros

Fertilizantes: Mercado prevê alta nos preços por conta da valorização do dólar


A importação de fertilizantes agrícolas pode se tornar mais cara a partir do segundo trimestre de 2020 de acordo com os agentes que atuam neste mercado. A alta do dólar tem impactado bastante na compra de insumos e se a moeda norte-americana seguir valorizada no curto e médio prazo, o preço dos fertilizantes irá se fortalecer no mercado interno.

O mercado agrícola estima um aumento na cotação dos fertilizantes provocado pela valorização do dólar frente ao real. A importação dos insumos, que atingiu seu marco recorde em 2019, pode aumentar o custo de produção e por consequência, aumento nos preços das commodities agrícolas futuramente.

Os preços dos adubos caíram no mercado brasileiro na primeira quinzena do ano, dando continuidade ao movimento de baixa que perdurava desde outubro de 2019. Segundo levantamento de uma empresa de consultoria no setor agrícola, no caso dos produtos nitrogenados, o recuo foi de 0,3%, enquanto os fertilizantes potássicos e os fosfatados recuaram, respectivamente, 1% e 0,2% no mesmo período.

No entanto, na segunda metade de janeiro, as valorizações do dólar frente ao real deram sustentação às cotações, em reais. Os preços dos adubos nitrogenados e potássicos ficaram praticamente estáveis, com ligeiro reajuste de 0,1%, na comparação com a quinzena anterior. Já os fosfatados caíram 0,3% neste mesmo período.

Os consultores afirmam que no curto e médio prazos, o dólar em um patamar elevado é um fator de sustentação das cotações dos fertilizantes no mercado interno, porém, sem muito espaço para fortes aumentos, visto que o período é de menor movimentação neste setor.

“A expectativa é de aumento dos negócios a partir de abril e maio, com as compras antecipadas do insumo para a  safra 2020/2021”, afirma a empresa.

Importação de fertilizantes agrícolas para o Brasil bate recorde em 2019

As importações de fertilizantes atingiram o recorde de 31 milhões de toneladas no ano passado, uma evolução de 5% em relação às do ano anterior. Já os custos dessas importações subiram em ritmo menor. De cordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), somaram US$ 9 bilhões, 3% mais.

A evolução percentual menor dos gastos brasileiros com as compras externas, em relação à do volume, se deve à queda dos preços dos fertilizantes no mercado internacional.

Os dados de distribuição interna ainda não estão disponíveis, mas com certeza serão melhores do que os de 2018. A área de soja cresceu, a safrinha de milho foi bastante robusta e a demanda pelo adubo aumentou, segundo o presidente da AMA.

Essa demanda é maior também porque o setor agrícola passou os últimos dez anos sem grandes sobressaltos, à exceção da ocorrência de secas em algumas regiões específicas.

O milho, que teve forte demanda no ano passado por adubo, continua com boas perspectivas neste ano, vindas tanto do exterior como da necessidade interna, graças ao crescimento da produção de  proteínas.

Os principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil no ano passado foram Rússia, Canadá, China e Marrocos.

Fonte: AFNews Agricola




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