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21/04/2020 - Outros

Fertilizantes em dólar estão mais baratos que ano passado; Preços do KCL chegam a ser 35% menores


Aproveitando a queda nos preços dos fertilizantes motivada, principalmente, pela redução de demanda em outros países que consomem muito destes produtos, como Estados Unidos e Índia, agricultores brasileiros têm se antecipado e aproveitando o momento.

De acordo com o consultor de fertilizantes, Alessandro Rabello, o MAP estava em US$ 270 sobre o navio em dezembro do ano passado, chegou a US$ 340 no fim de fevereiro e agora está sendo negociado em patamares em torno de US$ 307, US$ 320. 

"Fazendo a conta em real, como estamos com dólar na máxima, os preços estão mais caros que ano passado, então é ano de fazer a conta da relação de troca, não descasar a compra da venda de grão, porque tem muita incerteza pela frente por causa do coronavírus". 

Segundo ele, já tem produtores fechando negócio desde o ano passado, com o dólar beneficiando também os preços da soja. 

Rabello explica que o cloreto de potássio seguiu o mesmo comportamento dos fosfatados, mas caindo mais paulatinamente, com redução forte da demanda nos Estados Unidos e em países da Ásia que têm como carro-chefe o óleo de palma. 

"No ano passado em abril o cloreto tava US$ 345, e hoje temos operações no porto a US$ 215, US$ 225. Ele pode cair mais, mas como a gente sabe, nenhum mercado é só de baixa ou só de alta, mas segue com negociações aceleradas". 

No caso do cloreto a queda em dólar foi muito maior que a alta do câmbio e os preços em real hoje estão melhores que no ano passado. 

Sobre os nitrogenados, Rabello explica que o mercado é mais volátil, e o principal player é a Índia, com lock down decretado até dia 3 de maio. 

"A ureia caiu perto do que estava em fevereiro, e é mais difícil traçar o direcionamento, porém está mais caro que o ano passado por causa do dólar. No mercado internacional está competitivo, a ureia está hoje a US$ 237, e ano passado estava US$ 250". 

A dica de Rabello é para que o produtor faça a relação de troca, analise bem e garanta margem, negociando com empresas seguras de dólar para dólar ou de real para real.

Por: Aleksander Horta e Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas




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