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07/01/2019 - Soja

FCStone reduz safra de soja do Brasil em mais de 3% e descarta recorde


Caso o volume se confirme, seria 2,5 por cento abaixo da safra recorde de 119,3 milhões registrada pelo maior exportador global em 2017/18, conforme dados do governo. A redução, uma das primeiras divulgadas por consultorias, ocorre após semanas de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas nas principais áreas produtoras do país, o que estressou as lavouras em fase importante de desenvolvimento.

Produtores e especialistas já vinham considerando perdas na safra brasileira em razão das condições climáticas adversas, citando com problemas no Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. “Com o clima bastante seco e quente, que predominou principalmente no centro-sul do país nas primeiras semanas de dezembro, o potencial produtivo de parte das lavouras foi afetado”, disse a INTL FCStone em relatório divulgado na véspera a clientes e repassado à Reuters nesta sexta-feira.

“Destaque para o Estado do Paraná e também para Mato Grosso do Sul, onde as plantas acabaram sendo afetadas em fases chave de desenvolvimento, como o enchimento de grão”, acrescentou a consultoria, que vê o Paraná perdendo o posto de segundo maior produtor de soja para o Rio Grande do Sul nesta temporada por causa do tempo —Mato Grosso seguiria como líder nacional.

O estrago provocado pelo clima deve impedir que o Brasil colha uma safra recorde neste ano, apesar de o plantio ter atingido históricos 36 milhões de hectares, afirmou a INTL FCStone. Segundo a consultoria, a produtividade deve ser de 3,23 toneladas por hectare, ante 3,35 toneladas na previsão anterior e 3,39 toneladas em 2017/18.

Ainda conforme a INTL FCStone, as exportações de soja do Brasil em 2018/19 devem cair para 72 milhões de toneladas, de 75 milhões na estimativa anterior e igual quantidade em 2017/18, em razão justamente da safra menor e de estoques de passagem enxutos.

Milho

Para a safra de milho 2018/19, a INTL FCStone manteve suas estimativas praticamente estáveis. Na primeira safra, colhida no verão, a expectativa é de uma produção de 27,1 milhões de toneladas, de 27,3 milhões em dezembro, em ajuste motivado por revisão de expectativas em Santa Catarina, Estado que foi afetado pela falta de chuvas em dezembro.

Em outros Estados, “o impacto sobre o milho não foi tão importante quanto o registrado para a soja, já que as duas culturas não necessariamente passam pelas fases mais importantes ao mesmo tempo”, explicou a consultoria.

No caso da segunda safra, a “safrinha”, que ainda será plantada e colhida em meados do ano, a INTL FCStone manteve suas projeções, com produção de 64,9 milhões de toneladas em uma área de quase 12 milhões de hectares. As exportações do cereal em 2018/19 também foram mantidas pela consultoria em 32 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters




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