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15/01/2020 - Milho

Estiagem causa perdas acima de 30% na safra de milho no noroeste do RS


A falta de chuva tem castigado a produção de grãos no Rio Grande do Sul. O levantamento mais recente divulgado pela Emater aponta que as perdas na safra de milho superam 30% no noroeste. Segundo a Defesa Civil, 32 municípios já decretaram situação de emergência.

No caso da safra de milho, o problema mais grave é nos municípios próximos a Ijuí. Lá, segundo a Emater, as perdas chegam a 32%. Na soja, a estiagem já afetou 4% da área cultivada. No centro do Estado, próximo a Santa Maria, o impacto na produção é estimado em 25% no milho, 9,6% na soja e 11% no feijão.

Já na região de Soledade, no norte do Estado, a Emater aponta perdas de 25% no milho, 20% na soja e 30% no feijão. Os problemas decorrentes da estiagem nos municípios próximos também alcançam a fruticultura, atingindo de 20% a 45% da produção.

Entidades pedem ajuda
Diante dos problemas enfrentados no Rio Grande do Sul, entidades do setor se reuniram para discutir medidas a serem tomadas. A partir disso, foi elaborado um documento com 10 solicitações ao Ministério da Agricultura e ao Governo do Estado.

Dentre as reivindicações, estão a prorrogação do prazo de zoneamento agrícola e de dívidas e parcelas a serem pagas, além da criação de linhas de crédito emergenciais e uma cota extra do seguro agrícola.

Esperança de recuperação
A boa notícia para os produtores gaúchos é que choveu nos últimos dias. A esperança é que as precipitações tenham sido suficientes para, pelo menos, frear as perdas. A Emater trabalha em um novo levantamento nas áreas mais atingidas pela estiagem, que pode ser divulgado ainda hoje.

Os dados são aguardados com expectativa pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), que pretende mapear o impacto econômico das perdas. Segundo o economista-chefe da entidade, Antônio Luz, um panorama preciso da situação no campo é fundamental para estimar os efeitos da estiagem na rentabilidade do campo.

O economista-chefe da Farsul pondera que, nos últimos 15 anos, o Rio Grande do Sul teve prejuízos mais expressivos em 2005 e 2012. Também ressalta que, apesar da preocupação, ainda é cedo para avaliar a extensão da estiagem nesta safra. “No momento, as perdas são menores do que em 2005 e 2012, mas é preciso ter cautela, pois as condições climáticas podem variar muito até a colheita”, destaca.

Luz também ressalta a importância de o produtor investir em planejamento e gestão. “A estiagem é cíclica e sempre serve como aprendizado. É claro que seria mais fácil gerir essas perdas se tivesse havido um seguro rural mais abrangente na época da contratação, mas uma boa gestão da propriedade ajuda, agora, a aliviar os efeitos da estiagem”, afirma.

Fonte: Globo Rural




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