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08/04/2019 - Pecuária

Em entrevista, ministra Tereza Cristina fala sobre a reabertura do mercado de carnes nos EUA


Foi ao ar ontem (7/4) uma entrevista da ministra da Agricultura Tereza Cristina no MS Rural. A ministra falou sobre a possibilidade do retorno das exportações de carne aos EUA, sobre o mercado asiático e também comentou o encontro que terá com embaixadores dos países árabes. Confira a entrevista completa:

Abertura do escritório em Jerusalém
"O presidente Bolsonaro tudo mundo conhecia já essa simpatia dele por Israel, mas essa simpatia, e esse escritório que foi anunciado agora, e que não sei o tempo que levará para ser implementado, não é embaixada, Um escritório comercial ele vai cuidar, principalmente, aqueles assuntos que o Brasil tem interesse, que é a área de tecnologia que israel pode fazer uma cooperação com o Brasil na área de irrigação, preservação das águas, enfim, área toda do ministro astronauta, Marcos Pontes. Na agricultura e na agropecuária, os nossos parceiros são realmente mesmo os árabes, e eu deixei claro desde os primeiros dias que eu estou lá Ministério da Agricultura. Já conversei com vários embaixadores, já conversei com a Câmara de Comércio, Liga de Comércio da Liga Árabe, eu devo ir lá daqui a pouco , eu devo ir lá visitar alguns países , eu tenho conversado com os embaixadores do Brasil nesses países, estamos sempre atentos e agora no dia 10 esse jantar, já estava sendo arrumado muito antes da visita do presidente a Israel. Eu vou fazer um jantar com 51 embaixadores árabes, árabes e muçulmanos que tem interesses e comércios com nosso país".

Novos mercados
"Vou te dar um exemplo aqui do nosso lado, o Peru aqui do nosso lado que é vizinho nosso, ainda não importa carne do Brasil, ele usa carne da Austrália, lá importa só alguns tipos de vísceras, coração, mas não importa nossa carne, traz lá da austrália, nos estamos para abrir esse mercado. Nós temos o Vietnã que eu estou indo lá no mês de maio, que nós também estamos tentando abrir esse mercado, é um mercado novo para o Brasil. Nós temos a Indonésia que nós estamos conversando e que já importa muito algodão, vem crescendo no algodão. O Brasil tem uma cesta de produtos que o mundo sabe da nossa qualidade, do volume que nós temos e da competitividade dos nossos preços, então, esse é um departamento, uma secretária do Ministério da Agricultura que tem tido muito trabalho. Eu estou indo no Japão no dia 10 de maio, para uma reunião do G20, mas também vamos conversar sobre a abertura de mercado para a carne brasileira. Tem alguns algumas restrições comerciais e algumas sanitárias, no caso do Japão, eles só compram carne onde o país é livre de aftosa e sem vacinação, e no Brasil, nós só temos um estado sem vacinação que é Santa Catarina [..] Temos que ter muita responsabilidade para abrir o mercado brasileiro para esses países já nesse calendário de tirar a vacina de aftosa, em um grupo primeiro de estados, depois em uma segundo, e depois em um terceiro até 2023, nós demos uma andadinha, era 22 e agora é 23".

Retorno da exportação de carne para os EUA
"É o tal problema da vacina, nós temos que ter muito cuidado como vacinar nossos animais, a vacina teve que ser melhorada, enfim, são problemas que as vezes você demora 20 anos para abrir um mercado e aí acontece esses acidentes de percurso que você volta e dá um passo atrás. Então, esse foi meu propósito da minha ida junto da comitiva do presidente Jair Bolsonaro aos EUA para tentar que os EUA marcassem a nova data da visita para fazer a nova inspeção nos frigoríficos, nos produtos para a gente tentar reabrir esse mercado que está suspenso há mais de 1 ano e meio. Nós tivemos sorte , foi muito boa a visita, foi dura a conversa, mas o ministro da agricultura, marcou a data, a visita será entre os dias 10 e 28 de junho".

O Brasil entre a guerra comercial EUA x China
"Se realmente esse acordo realmente sair não que ele é prejudicial, mas o Brasil vai voltar provavelmente. A gente não sabe, provavelmente a gente deve exportar um pouquinho menos de soja para a China, por isso, a importância do Ministério da Agricultura sempre estar trabalhando junto com empresários brasileiros para abertura de novos mercados. Para também não só ficar na mão do mercado da China de mais 80 % da nossa produção. Então nos temos conversado, eu estou insistindo com a Indonésia, a Indonésia tem 300 milhões de pessoas, tem mais gente que o Brasil, então é um mercado robusto, necessidade de soja. A soja é o carro chefe, tem que gente que fala que nós deveríamos agregar valor, é claro o ideal é vender não só soja em grãos, dá para fazer farelo, óleo, margarina, enfim, agregar valor a soja e exportar, mas não é o que os países querem porque lá eles precisam também dar emprego, então, isso é uma construção que temos que fazer ao longo do tempo. Mas nós temos uma janela de oportunidades com a China. A China está passando momento complicado, com a peste suína africana, que tem dizimado os rebanhos de suínos. Eles são grandes consumidores, os maiores do mundo de suínos, tinha uma produção própria expressiva, e agora com esse problema. O Brasil tem uma oportunidade não só de suínos só, mas de colocar nossa proteína animal para suprir esse deficit que eles terão na sua produção própria de suínos".

Desburocratização
"O nosso foco hoje é o Plano Safra, o dinheiro foi insuficiente ano passado, os R$ 220 bilhões, nós estamos fazendo as contas, os reajustes o que foi realmente foi utilizado e fazendo uma matemática, e uma gisnática enorme para que a gente possa aumentar um pouco esse valor do ano passado. Senão tiver condições pelo menos a manutenção do que nós tivemos no orçamento do ano passado para o Plano Safra. Esse é hoje a coisa que está mais tomando conta do ministério, na Secretaria de Política Agrícola".

Por Edevaldo Nascimento e Ricardo Freitas 
Fonte: TV Morena e G1 MS - http://tempuri.org/tempuri.html




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