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03/09/2019 - Pecuária

Crescem movimentos em torno da carne sustentável, avalia estudo


Embora o conceito de carne bovina sustentável não seja novo, nos últimos 12 meses houve um aumento acentuado nas atividades ​​relacionadas à carne bovina em todo o mundo, relata estudo do Rabobank. Esse movimento deve se acentuar nos próximos 12 meses, prevê o banco holandês.

Desde 2012, as principais partes interessadas do setor de carne bovina trabalham em conjunto para definir e promover o conceito de carne sustentável por meio da Mesa Redonda Global para Carne Sustentável (GRSB, na sigla em inglês), informa a instituição.

O GRSB define a carne bovina sustentável como “um produto socialmente responsável, ambientalmente saudável e economicamente viável, que prioriza: planeta, pessoas, animais e o progresso”.

“Os critérios de sustentabilidade variam entre as regiões, dependendo das condições ambientais, sociais, culturais e econômicas específicas. O movimento GRSB tem crescido constantemente desde o início e hoje cobre os principais países produtores de carne bovina do mundo.

A maioria das iniciativas de sustentabilidade é orientada pelo mercado, com varejistas de alimentos e empresas de serviços alimentícios à frente, ou iniciadas por processadores e produtores de carne bovina em resposta a essa dinâmica de mercado em transformação, observa o banco.

“O mercado continuará sendo o principal fator de mudança na maior parte do mundo, apoiado pelas ações de governos, ONGs, grupos de pressão, investidores e o surgimento de proteínas alternativas”, avalia o banco.

Veja alguns exemplos de iniciativas em torno da sustentabilidade citadas pelo Rabobank:
  • Em nível global, o McDonald’s se comprometeu a comprar carne sustentável com base nos princípios e critérios estabelecidos pelo GRSB.
  • Em 2018, a Tyson, grande processadora de carne bovina dos EUA, lançou o ‘Progressive Beef’, um programa de sustentabilidade de gado verificado por auditores aprovados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
  • Em fevereiro de 2019, a Associação Brasileira dos Produtores de Carne Neutra em Carbono foi criada para desenvolver a oferta e a demanda por carne bovina com este perfil. A processadora brasileira Marfrig já se ofereceu para entregar os primeiros produtos à base de carne neutra em carbono em 2019.
  • Em julho de 2019, a Cargill anunciou que reduziria as emissões de gases de efeito estufa de sua cadeia de produção de carne bovina na América do Norte em 30% até 2030.
  • Em 2017, a Meat & Livestock Australia estabeleceu a meta ambiciosa para que a carne vermelha australiana seja neutra em carbono até 2030.

Por Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO




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