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12/06/2018 - Algodão

Cotonicultores apostam na agricultura 4.0 para garantir a sustentabilidade da cultura


Com uma produção média estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 1,3 milhão de toneladas de algodão em pluma na safra 2017/2018, os produtores de algodão do estado do Mato Grosso apostam em técnicas emergentes, como a agricultura de precisão (AP) – que adota  tecnologias da informação e comunicação (TICs)  – para otimizar a produtividade e reduzir custos.

É com essa proposta que técnicos do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), de grandes grupos produtores e de empresas privadas se reúnem com pesquisadores da Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), nesta terça e quarta-feira (12 e 13) para discutir projetos em parceria que permitam o uso de soluções tecnológicas visando a sustentabilidade da cultura.

Uma das tecnologias é o drone utilizado para captação de imagens aéreas multiespectrais e hiperespectrais, de alta resolução, com sensores infravermelho, capazes de identificar a variabilidade na lavoura para obtenção de retorno econômico e ambiental. No Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão (Lanapre), o grupo terá a oportunidade de conhecer pesquisas como os sistemas desenvolvidos para agilizar e facilitar a captação de imagens no campo com o uso de drones.

“As imagens, aliadas a uma boa técnica de geoprocessamento, identificam com precisão a existência de pragas e falhas, problemas de solo, áreas atingidas por erosão e assoreamento de rios, área atacada com nematoide, deficiência hídrica, porque um programa de computador indica com cores específicas esses problemas que provocam prejuízos nas propriedades”, explica o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Lúcio André de Castro Jorge.

O coordenador técnico de agricultura de precisão do IMAmt, Amando Pires Junior diz que o grupo espera conhecer tecnologias disponíveis desenvolvidas na Embrapa Instrumentação e discutir capacitação básica para o geoprocessamento de imagens obtidas por meio de drones.

Outro assunto que está na pauta do grupo é a discussão de avanços com o uso de veículos aéreos não tripulados em duas fazendas, a Farroupilha, de 52 hectares, no município mato-grossense de Pedra Preta, pertencente ao grupo Sementes Petrovina, no Núcleo Regional Sul, e Três Lagoas, com 200 hectares, no município de Sapezal, de propriedade do grupo Scheffer, no Núcleo Regional Noroeste.

A Embrapa Instrumentação já vem atuando em parceria com o Instituto Mato-grossense do Algodão há pelo menos uma década, com pesquisas envolvendo ciência do solo e agricultura de precisão, que deverá ser ampliada e fortalecida nesta fase mais recente.

Agora os pesquisadores do centro de pesquisa são-carlense vão realizar um estudo sobre o algodão nas duas fazendas selecionadas no estado do Mato Grosso, com o apoio do IMAmt. Eles esperam compreender o motivo pelo qual algumas áreas produzem de forma desigual.

Para o coordenador da Rede de Agricultura de Precisão, Ricardo Inamasu, com o avanço da agricultura brasileira e com o amadurecimento do tema e das geotecnologias, a agricultura de precisão desenvolveu metodologias que podem ser aplicadas nas culturas e regiões nas quais a variabilidade espacial está presente. Segundo ele, o emprego da técnica é baseada na aquisição de dados em escala e frequência adequadas, interpretação e análise desses dados, gestão e implementação de uma resposta a uma escala espacial e de tempo.

Estado potencializa uso de tecnologia

A busca por avanços tecnológicos garante a sustentabilidade da cultura e mantém a liderança do estado como maior produtor de algodão do Brasil.

Com a produção estimada na safra 2017/2018, Mato Grosso será responsável pelo equivalente a aproximadamente 67% da produção brasileira, em uma área de 783 mil ha de um total de 1,2 milhão semeado no País. Responde por cerca de 70% das exportações de pluma do Brasil que, por sua vez, está consolidado entre os cinco maiores produtores e exportadores mundiais da fibra natural.

Aproximadamente 40% da produção de Mato Grosso é consumida no mercado doméstico e o restante é exportado para países como Vietnã, Bangladesh, Indonésia, China e Coreia do Sul, entre outros.

Por Joana Silva
Fonte: Embrapa | Mais Soja




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