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08/10/2020 - Soja

Cooperativa do Paraná usa inteligência artificial para agilizar classificação da soja


O uso de Inteligência Artificial (IA) e visão computacional tem feito com que a cooperativa paranaense Cocamar acelere e padronize a classificação de grãos de soja.

Com apoio do hub de IA do Senai no Paraná, foi desenvolvido um aparato que captura imagens de amostras de grãos de soja e extrai informações, treinando um algoritmo para monitorar o nível de acidez e a concentração de clorofila.

“O processo de classificação dos grãos é crucial na negociação da produção agrícola. É por meio dele que os grãos são avaliados para compor o preço de compra que a Cocamar oferecerá ao produtor”, explica Guilherme Bulla Zago, especialista de projetos da Cocamar.

Hoje, essa classificação é feita de maneira parcialmente manual. Com o uso da tecnologia, a classificação por imagens deve agilizar o processo.

“Em momentos de safra agrícola, a quantidade de caminhões que passam pelo processo em um espaço pequeno de tempo é muito grande e, neste momento, qualquer minuto perdido pelo produtor tem grande impacto. Por isso, precisamos ajudar o produtor nesta etapa”, afirma Zago.

De acordo com Muriel Mazzeto, consultor do programa de Residência em Inteligência Artificial do hub de IA do Senai, a tecnologia aplicada pela Cocamar permite entender melhor como o plantio evolui em toda sua cadeia e ainda ajudar a acelerar os processos do agro.

“Ao compreender melhor o processo e ter um histórico como base, é possível prever o comportamento e corrigir com antecedência, o que fará o agronegócio melhorar ainda mais sua produção e qualidade de produto”, analisa Mazzetto.

O projeto e a parceria com o hub fazem parte de um investimento da Cocamar na área de inovação. Segundo Zago, as implementações têm como objetivo beneficiar o cooperado e a produtividade no campo.

Com seu núcleo tecnológico, o Senai proporciona o contato com as novas tecnologias a empresas que queiram testar o potencial da IA em suas demandas. Na Cocamar, os resultados já podem ser observados.

Zago explica que, de maneira acessível, foi possível mostrar o potencial da tecnologia nos processos de classificação e engajar os colaboradores. “Outro ganho importante foi relacionado às entregas que recebemos. A partir delas, iniciamos projetos internos para desenvolvê-las ainda mais e aplicá-las em toda a cooperativa e suas unidades”, afirma.

Fonte: Globo Rural




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