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09/07/2019 - Soja

Como podemos minimizar perdas na armazenagem dos grãos?


Muitos fatores influenciam a boa produtividade da nossa lavoura. O manejo deve ser uma prática constante enquanto a cultura está no campo, mas, após a colheita, surgem novos desafios.

Depois que colhemos, temos ainda que enfrentar os problemas na logística e na armazenagem dos grãos. Em um post anterior já falamos sobre a logística. Agora, iremos abordar a armazenagem. Nesse momento, os grãos também podem sofrer com ataques de insetos-praga e fungos, não esquecendo também do ataque de roedores. Todos essas ameaças geram perdas consideráveis ao produtor, podendo chegar a 15%.
Para a cultura do milho, as perdas na armazenagem podem chegar a 1,2 kg por tonelada transportada. Em Reais, essa perda chega a R$ 0,51 por tonelada.

Contaminantes dos grãos armazenados
Muita gente não sabe, mas os contaminantes dos grãos armazenados surgem lá na lavoura. Os insetos são os principais. Algumas espécies, a exemplo do caruncho e da traça-dos-cereais, causam prejuízos mesmo após a colheita porque se alojam dentro dos grãos. Esses insetos causam a perda de massa dos grãos, reduzem seu valor nutricional e ainda prejudicam a nota na hora da venda. Além disso, os danos causados pelos insetos deixam “portas abertas” para a infecção de fungos, os famosos grãos ardidos.

A contaminação fúngica pode ocorrer em todas as fases da cadeia produtiva, desde a colheita até o processamento, causando degradação dos carboidratos e açúcares dos grãos. E tem mais, a infecção dos fungos produz micotoxinas que podem causar danos à saúde humana. No milho, a quantidade máxima de grãos ardidos permitida é de 3%. O milho Bt, resistente a insetos, é uma excelente forma de evitar que, no futuro, os grãos sejam contaminados por micotoxinas. Por não serem atacados por insetos, as cultivares Bt não possuem galerias deixadas pelas pragas, que são a porta de entrada para os fungos.

Boas práticas de armazenamento
Para que não ocorram perdas no armazenamento, ou para que elas sejam minimizadas, precisamos observar algumas boas práticas:
  • Limpar e secar o maquinário de colheita;
  • Monitorar a umidade dos grãos, o ideal é 13%;
  • Ter cuidados com a higienização do armazém. Controlar roedores, morcegos, pássaros e animais domésticos;
  • Nunca armazenar dois tipos de grãos, juntos;
  • Separar e eliminar os grãos contaminados;
  • Se for fazer o expurgo, sempre utilizar as recomendações do fabricante do defensivo.
O conjunto dessas práticas diminui a perda de grãos e, consequentemente, garante maior rentabilidade.

Por Chico
Fonte: Blog Chido do Boas/Canal Rural




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