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13/09/2018 - Pecuária

Como grandes confinamentos têm obtido boas produtividades


A busca por conhecimentos práticos, capacitação e motivação profissional levou os membros do Núcleo de Estudos em Pecuária de Corte (Nepec) da Universidade Federal de Lavras (Ufla) a visitarem propriedades no Triângulo Mineiro e noroeste paulista. 

Nas regiões visitadas, o grupo se deparou com grandes áreas ocupadas por canaviais, onde os criadores de gado das redondezas vêm utilizando o bagaço de cana-de-açúcar (resíduo das usinas de açúcar e álcool) como fonte de fibra efetiva para complementar as dietas dos confinamentos, a exemplo do Grupo Queiroz de Queiroz do município de Frutal, MG. Com tradição familiar, e 200 anos de história na pecuária de corte, a empresa diversificou seus negócios a partir da construção de uma usina produtora de álcool, açúcar e bioeletricidade e, utiliza grande parte do bagaço de cana na alimentação do seu gado confinado. Outro destaque desse confinamento foi a busca por uma certificação ambiental de todas as atividades e processos realizados porteira a dentro.

Em Campina Verde, MG, o Nepec visitou ainda a Brunozzi Agropecuária. Esta propriedade tem investido em bem-estar animal a fim de aumentar da produtividade no confinamento. Na Brunozzi, são utilizadas estratégias como o uso de um sistema de aspersão e estruturas de sombreamento, para promover conforto térmico aos animais, além de reduzir a formação de poeira. Destaca-se também na Brunozzi Agropecuária a recuperação de áreas de pastagem, com adubação adequada e manejo excelente, que permitem fazer a recria de animais comprados de terceiros a um baixo custo de produção.

Em Estrela d’Oeste, SP, o Nepec esteve na Fazenda Turbilhão, cujo confinamento tem capacidade estática para até 23.000 animais. Seu destaque fica por conta do sistema de gestão e das atividades integradas de produção de carne bovina. A propriedade conta, inclusive, com uma sala especial para treinamento de colaboradores. A Turbilhão tem realizado também pesquisa interna para comparar a viabilidade de produção de machos inteiros x castrados do cruzamento de Angus x Nelore.

Ainda em Estrela d’Oeste, o Nepec visitou o frigorífico Frigo Estrela para acompanhar algumas etapas de produção, que envolvem tanto operações pré-abate (embarque, transporte, recepção, seleção, descanso, dieta hídrica, banho e condução dos animais para o abate) como operações de abate (insensibilização, sangria, esfola, descouramento, remoção da cabeça, divisão das carcaças, toalete, limpeza, carimbagem e estocagem). Anexo ao Frigo Estrela está situada a Estrela Alimentos (Unidade II), maior indústria de embutidos do Estado de São Paulo.

No dia 3 de agosto, pela manhã, o grupo visitou, no Instituto de Zootecnia, um centro avançado de pesquisa em bovinos de corte, para conhecer os programas de melhoramento genético e experimentos realizados no instituto.A viagem ocorreu entre os dias 31 de julho e 3 de agosto e contou com a participação de 15 alunos de graduação, 2 mestrandos e 2 doutorandos em Zootecnia. Foram cerca de 1.700 km percorridos, dentro de um roteiro que incluiu visitas técnicas a confinamentos, sistemas de recria a pasto, frigoríficos, indústrias e um instituto de pesquisa. O grupo foi acompanhado pelo professor-orientador do Nepec, Mateus Pies Gionbelli, e supervisionado por uma equipe da Nutron/Cargill Nutrição Animal, formada pelo gerente global de tecnologia de bovinos de corte, Pedro Veiga, e os coordenadores técnicos André Brichi (MG) e Fernando Parra (SP).

Artigoo publicado no Portal DBO





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