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07/05/2019 - Algodão

Combate às pragas no algodão


A colheita do algodão vem chegando e a consultoria Safras e Mercado já estima safra recorde para esse ano, perto dos 2,6 milhões de toneladas. Mas produzir todo esse algodão com qualidade não é uma coisa simples. Isso porque as pragas são um grande problema para a cultura, dado que podem comprometer até 60% da produtividade.

A principal praga do algodoeiro é o bicudo. Para o controle desse inseto são gastos quase 10% do total do custo de produção. Porém, além do bicudo, são catalogadas mais de 160 espécies de pragas que atacam o algodoeiro, dentre elas 15 são consideradas muito importantes e apenas o controle com defensivos agrícolas não é suficiente.

A utilização do controle biológico como medida adicional no combate às pragas na cultura é muito importante, podendo atingir boas porcentagens de controle. Para que os dois métodos tenham o desempenho desejado, é fundamental seguir as Boas Práticas Agronômicas e principalmente o Manejo Integrado de Pragas no Algodão. Dessa maneira, os insetos benéficos não são prejudicados.

As principais estratégias de controle de pragas incluem:

a) Manipulação de cultivares – a utilização de cultivares de ciclo curto é recomendada por diversas pesquisas por reduzir o tempo de exposição das plantas às pragas. Além disso, a utilização de cultivares de algodão Bt também auxilia no controle, dado que elas são tóxicas a algumas espécies de insetos predadores. Essas cultivares podem diminuir o uso de inseticidas e aumentar a produtividade do algodão.

b) Controle biológico – consiste no uso de parasitoides e predadores das pragas do algodoeiro. Entre os insetos e outros organismos benéficos dos quais podemos lançar mão, destacamos a joaninha, os besouros, o bicho-lixeiro, além de aracnídeos, fungos e bactérias.

c) Controle cultural – compreende um manejo específico da cultura do algodão que ajuda a reduzir a pressão das pragas sobre a lavoura. Entre as técnicas, cabe mencionar o plantio uniforme, a destruição de restos culturais, o uso de rotação de cultura, a adoção de períodos livres de plantio e a eliminação de botões florais e maçãs atacadas e de hospedeiros alternativos.

d) Controle químico – a utilização de pesticidas seletivos é essencial. O controle químico somente deve ser efetuado quando as pragas atingirem o nível de controle.

O que está por trás de um controle de pragas é a realização do monitoramento durante todo o ciclo. Em uma área de 100 ha, por exemplo, devemos tomar 100 plantas por talhão e dividi-las em 20 pontos com cinco plantas, sempre caminhando em ziguezague para avaliarmos plantas da margem e do meio do talhão. Devemos fazer isso a cada três a sete dias, a depender do resultado da primeira avaliação. Além das pragas, os inimigos naturais também devem ser contados, para termos ideia do nível de não-ação (em que não precisaríamos entrar com o controle).

Por Francisco Henrique 
Fonte: Blog Chico do Boas - 




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