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20/07/2018 - Algodão

Com avanço da cultura, Brasil retoma a condição de grande exportador de algodão


O Ciclo do Algodão no Brasil ocorreu entre a segunda metade do século XVIII e começo do século XIX.  Neste período, a produção de algodão era quase toda voltada para o mercado externo. Com o avanço da cultura do café, a partir do começo do século XIX, o algodão deixou de ser um dos principais produtos exportado pelo Brasil.

Nos últimos anos o cenário se inverteu: devido ao avanço da cultura de algodão no Cerrado, o Brasil deixou a condição de importador para se tornar exportador da pluma. Dessa maneira, a cultura do algodoeiro tornou-se uma das principais commodities brasileiras.  Este aspecto tem feito com que o Cerrado brasileiro detenha as mais altas produtividades na cultura do algodoeiro no Brasil e no mundo, em áreas não irrigadas.

De acordo com a ABRAPA (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) nos últimos anos, o Brasil tem se mantido entre os cinco maiores produtores mundiais, ao lado de países como China, Índia, EUA e Paquistão e ocupa o primeiro lugar em produtividade em sequeiro. O país tem figurado também entre os maiores exportadores mundiais. O cenário interno é promissor, pois estamos entre os maiores consumidores mundiais de algodão em pluma.

Na manhã de ontem (19/07), a ANEA (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) divulgou relatórios que detalham o comércio da pluma, trazendo dados sobre exportação e importação da commodity.

Com cerca de 55 mil toneladas, a Indonésia lidera a lista de países para os quais o Brasil exporta a pluma, seguida por Turquia, Vietnã, Malásia, Bangladesh e Coréia do Sul. Estes países juntos compram cerca de 200 mil toneladas de algodão brasileiro e movimentam cerca de 50 milhões de dólares.

De acordo com a ANEA, no total acumulado de janeiro a junho de 2018, foram 236.561 toneladas de pluma exportadas e com isso US$ 405.293.337 entraram no país. O porto de Santos lidera com folga o ranking de portos de embarque e é responsável pelo escoamento de 233.257 toneladas de algodão. O Porto de Foz do Iguaçu  é o segundo colocado na lista e exporta 2.559 toneladas da pluma.

Devido a evolução da cultura de algodão dentro do Brasil, muito pouco ainda é importado. Conforme os dados da ANEA, de janeiro até o momento, foram importadas menos de 10 mil toneladas da pluma, que provêm dos Estados Unidos, Argentina, Egito e Reino Unido.

Para conferir os relatórios na íntegra, acesse o site da ANEA.

Por Bruna Eduarda Meinen Feil
Fonte: Portal Mais Soja




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