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29/05/2019 - Tecnologia

Com apps e drones, produtores apostam no uso de tecnologias em fazendas para alavancar agronegócio no oeste da Bahia


Do escritório, Paulo Schmidt controla, por meio de um aplicativo e de um programa de computador, um grupo de fazendas de cerca de 20 mil hectares de propriedade de sua família em Barreiras, no oeste da Bahia. A tecnologia tem sido uma aposta dele e de outros produtores para alavancar o agronegócio e aumentar os lucros na região, que responde hoje por um quarto de toda a riqueza gerada pela agricultura baiana.

Os aplicativos para gerenciamento da produção chegam a gerar um custo de R$ 300 mil por ano, mas Paulo garante que os resultados alcançados justificam o investimento. O monitoramento da produção, antes feito na caderneta de anotações e que levava dias para ser concluído, hoje pode ser resolvido em segundos pelo celular.

"Eu consigo descobrir qual é a eficiência dos meus operadores, das minhas máquinas. Eu consigo descobrir quais máquinas estão com o consumo de combustível alterado. Todos esses dados eu consigo fazer uma manutenção preventiva melhor. Eu consigo controlar a velocidade dos meus equipamentos", enumerou Paulo.

O mais velho de três irmãos que, na década de 80, saíram do Rio Grande do Sul e foram morar no oeste baiano, Paulo e os familiares transformaram terras que eram pouco valorizadas em grandes e prósperas fazendas, aliando experiência da vida no campo ao auxílio da tecnologia. As fazendas gerenciadas por eles produzem algodão, soja e milho.

No escritório da família, tudo é informatizado. Pelo celular, um aplicativo gerencia 25 máquinas e, no computador, um programa mostra em gráficos como está a lavoura e o andamento da colheita, facilitando, assim, a tomada de decisões pelos produtores.

O irmão mais novo de Paulo, Davi Schmidt, ainda fica responsável por monitorar as fazendas usando um drone. Ele conta que não vive mais sem o auxílio tecnológico.

"Você já tem imagens de satélite para trabalhar com resoluções mais baixas, e o drone chegou para dar essa mesma vista espacial, só que de um nível de detalhamento muito maior", pontuou.

A família Schmidt também usa um avião para observar do alto as propriedades, como outros produtores da região.

A Associação Barreirense Aerodesportiva (ABA) estima que a região tenha, atualmente, 150 aviões particulares e 300 agrícolas usados para pulverização das fazendas.

Parte da produção das fazendas gerenciadas pela família Schmidt é escoada por meio de caminhões e transportadas até Salvador, de onde segue em navios para a Ásia e a Europa.

Tecnologia em prol do agronegócio
A tecnologia é apontada pelos produtores como a grande responsável pela posição de destaque da região oeste na economia baiana. Há cerca de 30 anos, o oeste baiano não tinha nenhuma importância na produção de grãos. Hoje, a região colhe mais de 5 milhões de toneladas de soja por ano e é a segunda maior produtora de algodão do país.

Dos grãos, a soja é o principal e ocupa 65% da área cultivada na região, ou 5% da produção nacional.

Na média, a agropecuária responde por 7% da economia do estado. No oeste, ela gera 26% da riqueza da região e chega a sustentar mais da metade da economia de municípios como Jaborandi, São Desidério e Formosa do Rio Preto.

Em Luís Eduardo Magalhães, o PIB da agropecuária é de 10%. A cidade é a mais industrializada da região: 25% da atividade econômica vem da indústria. Uma indústria que transforma o que vem da agropecuária e é o melhor retrato da integração dos setores no chamado agronegócio de ponta.

Por Muller Nunes
Fonte: TV Oeste/G1 BA




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