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12/12/2018 - Soja

Com 30% de perda, produtores de soja do Paraná pedem por chuva

Só na segunda metade de dezembro áreas mais necessitadas vão receber de 80 a 100 milímetros

Produtores de soja do Paraná estão ansiosos pela volta da chuva. Em São Miguel do Iguaçu, no oeste do estado, tem produtor que já acumula 30% de perdas nas lavouras. Algumas áreas não recebem chuva significativa há um mês.

Muitos produtores apostaram no El Niño e escolheram sementes de soja precoce na hora da semeadura já que o fenômeno costuma trazer mais chuvas para o Sul do Brasil.

“Nenhum fenômeno é igual ao outro em relação à intensidade. O que está acontecendo é que a atmosfera ainda está respondendo a uma neutralidade climática. Nela, é normal termos estiagens regionalizadas no Sul do Brasil nesta época do ano”, explica Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

De acordo com o último boletim da NOAA (departamento de meteorologia do governo dos EUA), a atmosfera ainda está sob transição. Com a demora no aquecimento do Pacífico Leste, observa-se o padrão sazonal predominando sobre o interanual, especialmente no que se diz respeito à chuva.
 
Estamos vendo um padrão semelhante a um ano neutro. “Chuva forte sobre o Matopiba e o aparecimento de estiagens regionalizadas no Sul. É exatamente o que acontece em anos de neutralidade climática”, diz Celso.

Talvez, neste momento, um dos poucos fatores que nos remetem ao aquecimento do Pacífico seja a chuva prevista entre a Argentina, Uruguai e fronteira do Rio Grande do Sul para os próximos dias.

Há previsão de temporais no sul do Rio Grande do Sul já para esta quarta-feira, dia 12, com potencial para trovoadas, granizo e rajadas de vento. O volume previsto chega a 120 milímetros na metade sul e oeste do Rio Grande do Sul por causa do avanço da frente fria.  

Infelizmente não é esse sistema meteorológico que vai levar chuva para o Paraná. “Na sexta-feira, dia 14, teremos a formação de uma nova frente fria. Essa sim vai avançar para o Paraná e levar chuva com volumes superiores a 50 milímetros do dia 17 em diante”, prevê Celso Oliveira.

Janeiro vai começar com chuva mais forte no Paraná. Para muitos, essa umidade vem tarde demais. Existem produtores que já vão realizar a colheita do grão neste fim de ano. São os mais penalizados pela falta de chuva.  

Há um ano, com o La Niña funcionando, o Sul passou por uma seca duradoura. Neste ano, as estiagens não estão tão persistentes nessa área. Mesmo assim trazem estragos. “A safra no Sul sempre tem esse risco, que diminui com o El Niño, mas nunca chega a ser nulo”, finaliza Oliveira.

Por: Pryscilla Paiva

Fonte: Canal Rural





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