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10/12/2018 - Soja

Cepea: indicador da soja mostra queda de 6,9% nos preços no Paraná


Os prêmios nos portos recuaram, pressionados pela retomada das negociações entre os Estados Unidos e a China, além da maior oferta na América do Sul.

Nas médias de médias preços de outubro e novembro, o indicador da soja Paranaguá (PR) registrou queda de 7%, com média de R$ 84,16/saca de 60kg. Já o indicador no interior do Paraná recuou 6,9%, a R$ 78,33/saca de 60 kg em novembro. Os dados são do levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq/USP).

Os pesquisadores do Cepea explicam que em novembro “os produtores estiveram focados na finalização do semeio e nos tratos culturais das lavouras de soja da temporada 2018/2019, deixando a comercialização de lado. Enquanto isso, os prêmios de exportação estiveram pressionados, refletindo a possibilidade de retomada das negociações entre os Estados Unidos e a China e a expectativa de maior oferta na América do Sul no primeiro semestre de 2019.”

Eles lembram que a preocupação dos produtores no momento é que, se esse acordo se confirmar e, ao mesmo tempo, se a demanda chinesa pelo produto nacional diminuir, as exportações brasileiras devem recuar. Eles observam que o relatório de oferta e demanda de soja do Departamento de Agricultores dos Estados Unidos (USDA), de novembro, indicou que a China deve importar apenas 90 milhões de toneladas de soja na temporada 2018/19, o menor volume desde a safra 2015/2016.

Segundo os pesquisadores, mesmo com baixos estoques, vendedores aproveitaram os patamares de preços para negociar novos lotes no mercado spot, especialmente para exportação. “Apesar de ser um período fora da janela de exportação da oleaginosa, o mercado foi demandado em novembro, quando os embarques foram recordes se comparados aos do mesmo mês de anos anteriores, com volume 136,7% superior ao de novembro/17, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).”

Os analistas do Cepea comentam que embora o remanescente da safra 2017/2018 seja pequeno, o enfraquecimento na demanda interna e as expectativas de produção recorde na temporada 2018/2019 pressionaram com força os valores da oleaginosa em novembro. “Grande parte das indústrias já havia se abastecido com o grão em outubro e não demonstrou necessidade de novas aquisições. Vale ressaltar que a margem de lucro das indústrias cresceu em novembro, beneficiada pela maior demanda por óleo de soja, especialmente para a produção de biodiesel no Brasil.”

Fonte: Globo Rural




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