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26/11/2018 - Outros

Carambeí (PR) tem um fazendeiro digital, o Richard Dijkstra. Saiba o que ele ganha com isso


Em um cenário em que a tecnologia já invadiu o campo e todos os processos da lavoura, quem investe mais em melhorias e inovações sai na frente e consegue colher os frutos desse trabalho. É o caso de Richard Franke Dijkstra, produtor rural de Carambeí (PR), que se destaca no uso de sistemas tecnológicos no apoio de suas plantações.

“Com todas as ferramentas que existem na agricultura de precisão nós temos uma enormidade de dados e tentamos fazer uma gestão de todas essas informações para extrair algo mais. Conseguimos desenvolver mapas de NDVI (índice que analisa a condição da vegetação no campo através de sensoriamento remoto), de produtividade, de fertilidade do solo e outras diversas informações de várias culturas. Mesmo assim, essas informações por si só não me dão ferramenta de gestão nenhuma. É preciso fazer uma análise disso tudo para poder criar zonas de manejo que nos mostra exatamente como estão e as ações que devo tomar como aumentar calcário ou gesso por exemplo”, explica Dijkstra, que acredita que o tempo gasto nessa etapa acaba valendo a pena.

“O trabalho de gestão dos dados não é tão complicado assim porque eles já vem de maneira digital. Existem algumas informações como monitoramento de pragas e doenças que eu preciso ter uma pessoa para fazer esse acompanhamento e passar para o escritório. Nesse caso ele dá um certo trabalho a mais, mas também me dá uma certeza de que eu tenho uma informação confiável e que posso tomar uma decisão em cima dela sem ter margem de erro nenhuma. Com isso, conseguimos redução no uso de insumos e ganho de produtividade, além de identificar alguns gargalos e trabalhar em cima deles para aumentar a produtividade”.

Além de investir em sistemas de gestão, o produtor tem a preocupação de manter os equipamentos da lavoura sempre atualizados com o que há de mais moderno no mercado. “A espalhadeira que temos não chega a ser um equipamento autônomo, mas ela consegue fazer toda a variabilidade de aplicação automaticamente. Não é preciso abrir para regular e ajustar, é tudo feito automaticamente. Além disso, o trator é com piloto automático o que nos dá uma precisão de andar a 32 metros de largura e estar sempre a 32 metros de largura, não vai variar”.

Descendente de holandeses, Richard vê o nível de tecnologia agrícola do Brasil abaixo do país de seus ancestrais, mas competindo de igual para igual com outros países importantes do mundo. “A Holanda tem uma produção muito mais intensiva do que a nossa e um nível de informação e investimento muito maior também. Porém, se compararmos o nosso modelo agrícola com que eu vi na Alemanha, República Tcheca ou Estados Unidos nós estamos igual ou um pouco a frente deles. As nossas dificuldades aqui são maiores também, como o clima tropical que não é tão propício quanto o deles para algumas culturas”.

A tendência para os próximos anos é mais produtores rurais aderirem a essas inovações seguindo este exemplo de sucesso. “Eu vejo alguns vizinhos começando a utilizar essas ações, outros estão bem longe disso. Como em qualquer lugar do mundo você tem os que entram de cabeça quando começa uma inovação, uns 20% que veem começar a dar certo e sempre aqueles últimos outros 20% que não entram nunca”, diz Dijkstra.

Já pensando neste futuro tecnológico, Richard vê o país passando por mudanças e se desenvolvendo cada vez mais.  “O Brasil está passando por uma transformação muito grande, mas eu acho que impacto social vai demorar um pouco mais para acontecer. Desde que eu sou criança eles falam que o Brasil é um país do futuro e eu continuo acreditando nisso, aqui você tem grandes oportunidades sempre. Se olharmos para o Japão ou até mesmo a Holanda os desafios não são tão grandes. Aqui nós temos a possibilidade de ter duas safras no mesmo ano, nosso modelo agrícola é um dos mais sustentáveis do mundo e temos que acreditar nesse desenvolvimento”.

Por: João Batista Olivi e Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas




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