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08/06/2020 - Mercado

Brasil e China a podem reforçar laços bilaterais


Um estudo elaborado por especialistas dos dois países, lançado esta semana através de um debate virtual, assegura que ainda há muito espaço para crescimento e também para cooperação bilateral.

De autoria de Marcos S. Jank, Pei Guo e Sílvia de Miranda, o estudo denominado “Parceria China-Brasil em Agricultura e Segurança Alimentar” foi lançado pela Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) e pela Universidade Agrícola da China (CAU).

O trabalho traça as “profundas transformações” do comércio do Brasil e da China desde 2000, quando a procura explosiva de proteína animal (carne, peixe e laticínios) da emergente classe média chinesa se encontrou com o imenso suprimento brasileiro de soja, uma planta que é a principal fonte de proteína na alimentação animal.

De 2000 a 2020, o setor de agronegócio brasileiro viu as importações da China saltarem de 2 por cento para 35 por cento do total, transformando o gigante asiático no principal cliente global. Hoje, o Brasil ocupa o primeiro lugar nas importações chinesas de soja, celulose, açúcar, algodão, carne bovina e aves.

O estudo destaca que ainda há muito a fazer para expandir o comércio do agronegócio em ambas as direções, aumentando volumes e diversificando e diferenciando os produtos vendidos.

Ao mesmo tempo, acrescenta, existem oportunidades para uma maior cooperação entre os dois países em áreas como investimentos, infraestruturas, sustentabilidade, ciência e inovação.

A China pode, por exemplo beneficiar dos conhecimentos de tecnologia brasileira na agricultura e na bioenergia, como o etanol [combustível], enquanto o Brasil pode juntar-se à revolução digital chinesa em áreas como os drones e o e-commerce, acrescenta o estudo. Ao Brasil faltam capital e investimento em agricultura e a melhoria nas infraestruturas de apoio ao setor.

Ambos os países enfrentam grandes desafios em termos de sustentabilidade: o Brasil, em questões relacionadas ao desmatamento ilegal, biodiversidade e uso da terra; a China, em áreas como abastecimento e falta de água, degradação dos solos, poluição do ar e uso indevido de pesticidas.

Além disso, de acordo com o estudo, as cadeias de proteína animal dos dois países poderiam ser mais integradas, com a construção de uma sólida parceria estratégica de longo prazo.

Fonte: Mercado




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