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31/08/2018 - Mercado

Boi gordo: preço da arroba sobe de novo em 10 praças, aponta Scot


A oferta limitada de boiadas segue dificultando a compra por parte dos frigoríficos e, consequentemente, a arroba do boi gordo ganhou firmeza no mercado pela segunda vez nesta semana. De acordo com levantamento realizado pela Scot Consultoria nesta quinta-feira, dia 30, foram registrados aumentos em dez das 32 praças pesquisadas, cenário que reforça o viés de alta nas cotações.

O destaque foi para Mato Grosso do Sul, onde os preços subiram nas três praças. No fechamento da última terça-feira, dia 28, a consultoria também havia registrado alta em outras dez praças. 

Além disso, a oferta limitada está provocando o encurtamento nas escalas de abate e já é possível observar frigoríficos com programações atendendo apenas um dia de abate.

Em São Paulo, a arroba do boi gordo fechou em alta, cotada em R$ 146, à vista, livre de Funrural, segundo a Scot. No acumulado dos últimos sete dias, a valorização para arroba é de 1,4%. 

No mercado atacadista de carne bovina com osso a baixa oferta de boiadas afetou as cotações. A carcaça de bovinos castrados fechou cotada em R$ 9,43/kg, alta de 0,3% frente ao último levantamento

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 146
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 141,10
  • Goiânia (GO): R$ 134
  • Dourados (MS): R$ 139
  • Mato Grosso: R$ 128 a R$ 129
  • Marabá (PA): R$ 130
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,50 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 146
  • Sul (TO): R$ 131
 
SOJA 

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Depois da alta de ontem e do início positivo, o mercado corrigiu, pressionado pelo cenário fundamental. As exportações semanais não surpreenderam e pouco impactaram nos preços.

A expectativa de uma ampla safra dos Estados Unidos, as dificuldades nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos e o alastramento da peste suína no território chinês comprometendo a demanda por farelo – formam um quadro de pressão sobre as cotações.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2017/2018, com início em 1º de setembro, ficaram em 110.900 toneladas na semana encerrada em 23 de agosto. O número ficou 27% inferior à semana anterior e 39% abaixo da média das últimas quatro semanas. O maior importador  foi a Holanda, com 155,2 mil toneladas.

Para a temporada 2018/2019, foram mais 591.600 toneladas. Somando-se as duas temporadas, analistas projetavam exportações entre 600 mil e 1,35 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Brasil 

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira de preços pouco alterados. A Bolsa de Chicago teve perdas para a oleaginosa e o dólar subiu compensando, o que não trouxe estímulo a alterações nos valores no país. Nos melhores momentos do dia houve movimentação interessante de negócios, com destaque para Rio Grande do Sul e Paraná.

Segundo a Bradalizze Consulting, o mercado da soja interno esteve mostrando forte alta nos indicativos nesta quinta-feira, chegando a trabalhar com alta de R$ 2,00 por saca frente aos dias anteriores em função do Dólar, que chegou a operar acima dos R$ 4,20 nos melhores momentos do dia, sendo a maior cotação da moeda americana frente ao Real.

Isso trouxe apelo de alta nos indicativos, com momentos em que os portos davam chances de R$ 94 para outubro e nos R$ 95,00 para novembro e no decorrer do dia tivemos a presença do Banco Central atuando e vendendo Swaps e desta forma agindo para não deixar a moeda disparar.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 85
  • Cascavel (PR): R$ 85,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 78,50
  • Dourados (MS): R$ 81
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 91,50
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 92
  • Porto de Santos (SP): R$ 91
  • Porto de São Francisco do Sul (SC): R$ 90,50

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

  • Setembro/2018: US$ 8,19 (-3,75 cents)
  • Novembro/2018: US$ 8,31 (- 4,50 cents)

MILHO

O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta quinta-feira, sustentado pela valorização do dólar. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, houve poucas mudanças no decorrer do dia. “As negociações apresentaram  menor fluidez em um dia de intensa volatilidade cambial. Pela primeira vez no ano a linha dos R$ 4,20/US$ 1 foi superada. A tendência é que o processo de desvalorização persista com a aproximação das eleições, de acordo com as pesquisas de intenção de voto”, comenta.

Em grande parte do país a oferta segue retraída. Em momentos de instabilidade política e econômica é bastante natural a escolha pela retenção.

Chicago

O preço dos contratos para o milho negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fechou com preços mais baixos. O mercado não deu segmento à recuperação esboçada na sessão de quarta-feira e foi pressionado pelas exportações semanais norte-americanas, que foram decepcionantes.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2017/2018, que tem início no primeiro dia de setembro, ficaram em 175.400 toneladas na semana encerrada 23 de agosto. O número ficou 1% acima da semana anterior e 46% inferior a média em quatro semanas.

Para a temporada 2018/2019, ficaram em 525.000 toneladas. Somando-se as duas temporadas, analistas projetavam exportações entre 950 mil a 1,5 milhão de toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

MILHO NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 45
  • Paraná: R$ 37,50
  • Campinas (SP): R$ 43
  • Mato Grosso: R$ 27
  • Porto de Santos (SP): R$ 43
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 42
  • São Francisco do Sul (SC): R$ 42

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

  • Setembro/2018: US$ 3,41 (-0,25 cent)
  • Novembro/2018: US$ 3,56 (+0,25 cent)

CAFÉ

O mercado brasileiro de café teve uma quinta-feira de preços pouco alterados e uma demanda mais ativa para cafés finos. As perdas do arábica na Bolsa de Nova York foram compensadas pela alta do dólar. De uma forma geral os produtores seguiram o mesmo ritmo de ontem na comercialização, com morosidade.

Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) encerrou as operações desta quinta-feira com preços levemente mais baixos para os contratos do café arábica.

A alta do dólar contra o real e outras moedas pressionou o mercado. Além disso, os fundamentos seguem baixistas com as indicações de safra recorde no Brasil e com outras origens também vindo com safras cheias, como Vietnã, Colômbia e Indonésia.

Entretanto, o mercado reduziu as perdas rumo ao fechamento, com cobertura de posições vendidas e ajustes técnicos. Assim, mais uma vez o mercado se manteve acima da importante linha técnica e psicológica de US$ 1,00 a libra-peso.

Londres

Os contratos futuros do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças encerrou a quinta-feira com preços mais baixos.

As cotações caíram no dia acompanhando as perdas do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US). O mercado cedeu assim como NY diante dos fundamentos baixistas, com ampla oferta global trazendo tranquilidade para os consumidores.

Além do Brasil estar finalizando a colheita de uma safra recorde, agora no final do ano entram as safras de outras importantes origens, com grandes colheitas esperadas no Vietnã, Colômbia e Indonésia. As informações partem de agências de notícias.

A alta do dólar contra o real no Brasil e contra outras moedas foi fator citado mais uma vez como baixista nas bolsas de futuros.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 425 a R$ 430
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 430 a R$ 435
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 360 a R$ 365
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 323 a R$ 325

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – LIBRA-PESO

  • Setembro/2018: US$ 102,65 (-0,25 cent)
  • Dezembro/2018: US$ 106,00 (-0,25 cent)

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA INTERNACIONAL DE FINANÇAS E FUTUROS DE LONDRES (LIFFE) – TONELADA

  • Setembro/2018: 1.606 (-US$ 15)
  • Novembro/2018: 1.522 (-US$ 24)

DÓLAR E IBOVESPA

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,63%, cotado a R$ 4,143 para a compra e a R$ 4,145 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,121 e a máxima de R$ 4,216.

O mau humor prevaleceu no mercado interno, o que levou o dólar a renovar máximas intraday. Após chegar à máxima do dia, de R$ 4,216 (+2,35%), o Banco Central  anunciou a oferta extra de 30 mil contratos de swap cambial tradicional, o equivalente a US$ 1,5 bilhão. Após a medida, o dólar voltou ao nível abaixo de R$ 4,15. 

A operação foi realizada em duas etapas e colocou todo o volume disponível. A disparada da divisa estrangeira, segundo fontes, foi especulativa com o mercado à espera da intervenção da autoridade monetária. “Nenhuma  demanda genuína por dólar em R$ 4,20. Foi apenas um efeito de manada”, comenta um diretor de tesouraria de um banco estrangeiro.

Para o diretor da Correparti, Ricardo Gomes, além do movimento especulativo, uma soma de fatores levou a moeda norte-americana aos níveis de hoje. Uma “forte onda” de proteção tomou conta, visto que amanhã é o começo da propaganda eleitoral na TV, com a possibilidade de o ex-presidente Lula aparecer no horário destinado ao PT, no sábado. 

“Além de todas as incertezas eleitorais, tem lá fora. Indicadores dos Estados Unidos confirmam uma política monetária mais apertada e uma alta da inflação em curso, o que enfraqueceu as moedas de países emergentes”, diz Gomes. 

O gestor de uma corretora estrangeira acrescenta que a alta de juros na Argentina, de 40% para 60%, e que faz o peso mexicano se depreciar em mais de 15% frente ao dólar, “não contamina, mas representa o efeito dominó nas economias emergentes. Os pesos mexicano e chileno caem mais de 1%. A lira turca se desvaloriza em mais de 3%.

O índice Ibovespa de São Paulo, encerrou a quinta-feira com queda de 2,53%, aos 76.404 pontos, com R$ 9.813 milhões de volume negociados. Os papéis preferenciais da Eletrobras, com três subsidiárias leiloadas hoje, puxaram a queda com desvalorização de 5,75%.

Ações chamadas de blue chip acompanharam a tendência, terminando em baixa, como Petrobras (queda de 2,69%), Vale (queda de 1,32%), Itau (-3,85%) e Bradesco (-3,97%).

Fonte: Canal Rural




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