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25/04/2018 - Pecuária

Boi gordo: preço da arroba atinge o menor valor do ano


Confira as principais notícias sobre mercado agropecuário, câmbio e previsão do tempo para começar o dia bem informado.

Gradativamente, a oferta de bovinos tem aumentado e consequentemente, a pressão sobre as cotações. Na praça pecuária de São Paulo, por exemplo, a cotação do boi gordo caiu e está, em média, em R$ 140, à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Segundo a Scot Consultoria, este é o menor patamar do ano, que acumula uma desvalorização de 4,4%. No Acre, há negócios com desconto de 3% para pagamento à vista.

No fechamento desta terça, das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação caiu em dez delas, considerando as cotações a prazo. Vale ressaltar que a entrada do mês de maio e o feriado da próxima semana podem amenizar esse cenário.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista
Araçatuba (SP): 140,00
Belo Horizonte (MG): 133,00
Goiânia (GO): 128,50
Dourados (MS): 132,50
Mato Grosso: 127,00 - 131,00
Marabá (PA): 127,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)
Paraná (noroeste): 140,00
Tocantins (norte): 123,00

Fonte: Scot Consultoria e XP Investimentos

Soja
Os preços da soja subiram nas principais praças do país, acompanhando a alta do dólar, que atingiu R$ 3,47. Chicago teve um dia volátil, fechando perto da estabilidade. O ritmo dos negócios, no entanto, seguiu lento. Os produtores estão retraídos e aguardam por cotações ainda melhores. 

Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mistos, perto da estabilidade. As primeiras posições subiram, esboçando uma recuperação técnica após quatro sessões de perdas. As demais caíram, pressionadas pelo clima favorável ao início do plantio nos Estados Unidos. 
 
O anúncio de venda de 130 mil toneladas de soja americana para a Argentina deflagrou um movimento de recuperação. Mas a tensão comercial entre Estados Unidos e China limitou qualquer reação mais consistentes. Desde 10 de abril que não é anunciada operação envolvendo os dois países. 
 
As importações de soja em grão da China totalizaram 5,661 milhões de toneladas em março, com recuo de 10,51% sobre igual mês de 2017. Os dados são da Administração Geral de Alfândegas e Portos da China. 
 
Nos três primeiros meses do ano, as compras chinesas no exterior somam 19,567 milhões de toneladas, com aumento de 0,23% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. 
 
Em março, a China comprou 2,331 milhões de toneladas no Brasil, com aumento de 33,3% sobre março de 2017. No acumulado do ano, as importações de soja brasileira pela China somam 6,152 milhões de toneladas, com aumento de 128,72%. 
 
As compras chinesas nos Estados Unidos caíram 26,6% em março para 3,099 milhões de toneladas. Nos três primeiros meses do ano, as importações de produto americano caíram 20,54% para 12,2569 milhões de toneladas. 
 
Os contratos mais distantes foram pressionados pela evolução do plantio da soja nos Estados Unidos e pelo clima favorável aos trabalhos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 22 de abril, a área plantada estava apontada em 2%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 5%.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Maio/2018: 10,22 (+1,50 cents)  
Julho/2018: 10,34 (+1,75 cents) 

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Passo Fundo (RS): 80,00
Cascavel (PR): 80,00
Rondonópolis (MT): 74,00
Dourados (MS): 74,00
Porto de Paranaguá (PR): 87,00
Porto de Rio Grande (RS): 86,50
Porto de Santos (SP): 86,50
Porto de São Francisco do Sul (SC): 85,00

Fonte: Safras & Mercado

Milho
O mercado brasileiro de milho teve uma terça-feira de poucas alterações nos preços. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os principais consumidores do país ainda apontam para bom posicionamento de seus estoques. Enquanto isso, a dinâmica de mercado mudou para as negociações no porto. Com o real fortemente desvalorizado houve alta nas indicações para a safrinha, o que acabou produzindo maior movimentação.
  
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelo ritmo lento no plantio da safra norte-americana de milho limite as perdas.
 
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 22 de abril, a área plantada estava estimada em 5%. Em igual período do ano passado, o número ficava em 15%. A média para os últimos cinco anos é de 14%. Na semana anterior, o número era de 3%.

 
Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Maio/2018: 3,81 (+2,75 cents) 
Julho/2018: 3,90 (+2,50 cents) 

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Rio Grande do Sul: 41,00
Paraná: 38,00
Campinas (SP): 39,50
Mato Grosso: 24,00
Porto de Santos (SP): 38,50
Porto de Paranaguá (PR): 38,00
São Francisco do Sul (SC): 38,00

Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Café
O mercado brasileiro de café teve uma terça-feira de preços mais altos. A valorização do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres e a subida do dólar determinaram o avanço nas cotações. Os melhores cafés tiveram maior avanço. Destaque para a subida nas cotações para negociação futura, principalmente para 2019 e 2020.
 
Mas, no mercado disponível, o ritmo dos negócios foi lento. Muitos produtores se mantiveram ausentes pela oferta limitada disponível da safra velha e também com a colheita ainda incipiente da safra nova.
 
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços mais altos. O mercado apresentou ganhos pela terceira sessão seguida, com recuperação técnica e fechando acima da importante linha técnica e psicológica de US$ 1,20 a libra-peso.
 
Fatores técnicos mais uma vez predominaram na sessão. O mercado após recentes quedas deu sinais de estar sobrevendido e sujeito a correções. Movimentos de cobertura de posições vendidas vêm dando sustentação ao mercado nas últimas sessões.
 
Entretanto, os ganhos estão mais ligados a aspectos técnicos, sem fundamentos por trás da atividade. Continua pesando sobre as cotações as indicações de uma safra recorde no Brasil, trazendo tranquilidade ao abastecimento global. 

Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da terça-feira com preços mais altos. As cotações subiram pelo segundo dia seguido acompanhando a recuperação do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US).
 
Traders associam os ganhos nas bolsas a fatores técnicos, já que não há fundamentos para uma recuperação mais expressiva ante a chegada de uma safra recorde no Brasil, com a colheita já sendo realizada em algumas regiões.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso
Maio/2018: 1178,15 (+1,50 cent)
Julho/2018: 120,45 (+1,50 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada
Maio/2018: 1.742 (+US$ 6) 
Julho/2018: 1.782 (+US$ 13) 

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg
Arábica/bebida boa – Sul de MG: 435-440
Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 425-430
Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 395-400
Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 320-325

Dólar e Ibovespa 

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,49%, cotado a R$ 3,468 para a compra e a R$ 3,470 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,438 e a máxima de R$ 3,482.

O Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,16%, aos 85.469,080 pontos. O volume negociado foi de  R$ 9,557 bilhões.

Previsão do tempo
Sul

Dia de tempo firme em grande parte da região Sul. O sol aparece ao longo do dia, entre algumas nuvens, e ajuda a elevar bastante as temperaturas. A sensação de calor será maior na metade oeste dos estados. No fim do dia, novas instabilidades vindas do Uruguai ajudam a formar nuvens carregadas na fronteira com o Rio Grande do Sul.

Entre o fim da tarde e a noite, há condição para chover nestas áreas, com baixos volumes acumulados, mas com potencial para trovoadas e ventos moderados. Inclusive, durante a madrugada, a chuva pode avançar pelo Rio Grande do Sul e provocar pancadas também nas áreas centrais.

Sudeste
O tempo segue firme em São Paulo e no interior de Minas Gerais. No Vale do Paraíba, Triângulo Mineiro, Espírito Santo e Rio de Janeiro, há condições para pancadas de chuva isoladas e com fraca intensidade ao longo da tarde. Mesmo onde há previsão de chuva, as temperaturas ficam elevadas, e no interior paulista tem risco para baixa umidade relativa do ar.

Centro-Oeste
As nuvens carregadas provocam chuva em Goiás e em Mato Grosso. Os volumes não são expressivos, e as pancadas ocorrem de maneira isolada a qualquer hora do dia. Nas demais áreas do Centro-Oeste, o tempo segue firme e com temperaturas bastante elevadas na parte da tarde, principalmente no oeste de Mato Grosso do Sul.

Nordeste
A chuva continua no litoral da região. Na faixa que vai desde Sergipe até o Rio Grande do Norte, os volumes podem ser elevados e há condições para transtornos. Nas demais áreas, a chuva é isolada e ocorre principalmente na parte da tarde. Tempo firme apenas no centro-oeste da Bahia.

Norte
A chuva continua em toda a região. Os volumes são mais elevados nas áreas ao norte do Amazonas e do Pará. Já no Tocantins e em Rondônia, as pancadas são isoladas e os volumes, baixos, sem potencial para transtornos. O tempo abafado continua em todos os estados.

Fonte: Canal Rural




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