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25/06/2020 - Tecnologia

Bicos de pulverização impactam na rentabilidade do produtor rural


A proteção da lavoura e a adubação adequada são fundamentais para garantir a produtividade e, por isso, a pulverização é considerada um dos processos mais importantes da agricultura.

Para a realização do manejo fitossanitário de agentes químicos e biológicos, considerando controle de pragas, doenças e plantas daninhas, e também aplicação de fertilizantes líquidos, para balanço nutricional, grande parte do processo é feito por meio da pulverização.

Por isso, a definição correta dos bicos tem total influência no manejo fitossanitário, pois está diretamente relacionada à vazão necessária para atender às taxas de aplicação adequadas para uma boa distribuição dos produtos na planta, ângulo de projeção do jato e o tamanho de gotas, impactando nos ganhos em produtividade: bicos inadequados, desgastados ou mesmo quebrados representam prejuízos financeiros e ambientais causados pelo desperdício de produto e com aplicações sem precisão e eficácia.

"Devido a esse aspecto bastante importante da operação de pulverização, entendemos que o bico é responsável por grande parte nos resultados obtidos, uma vez que vai possibilitar a correta distribuição do ingrediente ativo (produtos fitossanitários) no local que necessariamente precisa depositar o produto (alvo), esse controle efetivo contribui com uma cultura mais sadia, bem como colabora no ganho para o produtor, pois uma planta saudável expressa o seu potencial genético e produz melhor, além dos bicos atuarem fortemente na questão de evitar perdas e desperdícios”, explica Daniel Petreli, engenheiro agrônomo e especialista em tecnologias de aplicação da Jacto, empresa de máquinas e soluções para agricultura.

Desafios no controle fitossanitário
A escolha do bico depende de uma série de fatores, como o tipo de cultura, o estágio em que ela se encontra, tipo de produto a ser aplicado e condições climáticas, como vento, temperatura e umidade.

Para fazer uma boa distribuição do produto, o especialista reforça a importância de bicos específicos, já que um grande desafio é justamente depositar o produto no alvo, considerando qualidade, eficiência e segurança.

“Por isso há uma grande variedade de modelos e tipos. Dentro do processo que entendemos como operação de pulverização, o bico tem a grande responsabilidade de levar, de depositar os produtos químicos e biológicos na cultura e isso precisa ser feito em quantidades adequadas conforme a bula do produto, com distribuição homogênea, ao longo da área onde os produtos são aplicados. Esses itens são muito importantes para a qualidade da aplicação. Ao definir o alvo, por exemplo, a gente precisa adequar também diferentes requisitos, como espectro de gotas, ângulos de aplicação, como por exemplo um bico cônico, leque, com ou sem indução de ar, dependendo também de onde o alvo se encontra na planta. Para todos esses fatores, somam-se ainda à escolha do bico o tipo de produto a ser aplicado, sua formulação e sua ação desejada no alvo”, explica o especialista.

Um exemplo dessa ação desejada no alvo são produtos sistêmicos para manejo de plantas daninhas. A recomendação, nesse caso, é para uso de gotas grossas ou ultra grossas, uma vez que as moléculas dos herbicidas utilizados nessas aplicações vão ser absorvidas e fazer a translocação do produto na planta daninha.

Da mesma forma, no caso de aplicações para pragas e doenças, que se utiliza um produto de contato, a indicação é de uso de gotas menores, buscando uma melhor cobertura.

Importante também analisar nesse processo a questão de perdas por deriva e evaporação devido a condições climáticas adversas, além da definição das taxas de aplicação e a calibração da pulverização.

Segurança e manutenção
Para a pulverização ser feita de forma correta, os bicos precisam de checagens periódicas, pois são componentes que se desgastam pela ação do tempo, pressão e pela abrasão dos agentes pulverizados. Em meio a tudo isso, é preciso considerar ainda os cuidados com a segurança do aplicador, da recomendação de uso dos produtos, com a indicação e acompanhamento dos agrônomos e da atenção ao meio ambiente, evitando perdas com sobreposição e aplicações em excesso.

“Uma recomendação mais segura e de menor impacto hoje é sem dúvida possível devido à maior precisão dos equipamentos em razão da evolução desses pulverizadores e das tecnologias de aplicação. É fundamental também pensarmos em termos de manutenção e uma manutenção preditiva, para evitar quebras ou mesmo detectar problemas, como peças e componentes desgastados, observando assim, tempo de uso, horas de trabalho e uso de insumos de qualidade. Todos esses itens, atuando juntos, garantem a funcionalidade do pulverizador para que ele entregue uma pulverização com qualidade e para que o cliente tenha a máquina sempre trabalhando, em condições ideais, aumentando a vida útil do equipamento e a qualidade da operação. E isso significa, por fim, uma lavoura produzindo mais e com mais retorno”, avalia.

Percepção da rentabilidade
Na questão da rentabilidade por parte do produtor, é necessário dividir essa percepção em grupos.

Agricultores familiares, pequenos e médios, conseguem avaliar, ver efetivamente resultados observando o custo operacional em termos de aquisição e investimentos em insumos e tecnologia e o retorno da produtividade, quando a cultura produz mais, o que demonstra assertividade nos tratos fitossanitários e nutricionais, além da qualidade dos cultivares.

“Muitas vezes a tecnologia e a correta aplicação permite um controle o controle de pragas mais eficiente e o produtor vê literalmente esses resultados nas visitas a campo, visualizando a sanidade da cultura” explica.

Para grandes produtores, os fatores acimas ainda são agregados com a evolução e disponibilidade de tecnologias de gestão à vista, com o uso da telemetria, sensores, e toda essa união à análise de dados para que o produtor consiga avaliar as fases e etapas das operações agrícolas, entre elas, a pulverização.

"Com essas tecnologias os produtores conseguem ver o que está acontecendo em tempo real além de poder observar depois esses dados gerados e correlacionar esses parâmetros e ajustes feitos ao longo da safra, se a planta produziu mais, onde produziu mais e o porquê e assim, todos esses recursos oferecem um controle, ações mais rápidas que impactam na produtividade”, comenta o especialista.

Fonte: G1 Bauru e Marília




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