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05/06/2020 - Milho

Atraso na semeadura do milho safrinha eleva riscos à produtividade


Em Mato Grosso do Sul, os produtores rurais reduziram em 12,57% a área plantada com o milho segunda safra nesta temporada em relação ao ano anterior, para 1,9 milhão de hectares, segundo dados Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga-MS). A retração é um reflexo dos indicativos de que haveria a possibilidade de geada no fim de junho e o atraso registrado na colheita da soja.

“O milho precisa ser plantado em verão pleno, com alta incidência solar, mas infelizmente temos levado essa janela de plantio mais para frente e isso é um risco muito grande. Nesta temporada, tivemos mais de 15 dias de atraso na semeadura. Isso implica um milho plantado praticamente 40% fora da janela ideal e do zoneamento agrícola do estado, o que vai impactar na nossa produtividade”, destacou o presidente da Aprosoja-MS, André Dobashi, durante a live do Projeto Mais Milho, realizada na noite de ontem (4/6).

A projeção é que sejam colhidas, em média, 72 sacas de milho por hectare no estado nesta safra e a produção se aproxime de 8,21 milhões de toneladas do grão, ainda de acordo com levantamento do Siga-MS. “Um estudo da Fundação-MS indica que, a cada dia que avançamos com o plantio do milho no mês de março, perdemos entre 1 e 2 sacas por hectare. Precisamos ser mais eficientes em plantabilidade e calendário de plantio”, completa Dobashi.

Ainda durante a transmissão ao vivo, comandada pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira, o produtor rural Juliano Schmaedecke, de Sidrolância, destacou a importância do investimento em perfil de solo para garantir bons rendimentos. Desde 2005, o agricultor faz agricultura de precisão em sua propriedade.

“Estamos mudando o jeito de ver a safrinha no estado, aumentando o uso de nitrogênio, ureia na base, sulfato de amônia, investindo em calcário, em híbridos de ponta, em palhada, fazendo 20% da área de refúgio, buscando a excelência no plantio. E fizemos trincheiras em áreas com alta produção e áreas de baixa produção para analisar e entender esses dados”, explica Schmaedecke.

Já o produtor Murilo Bonilha Botelho, de Dourados, reforçou que a estruturação do solo é um detalhe importante para minimizar os efeitos da estiagem, que é um dos problemas recorrentes nas safras de soja e milho.

“Com correção de calcário, raiz e palha no sistema, com Brachiaria ruziziensis e aveia, essa tolerância ao stress hídrico vai vir. É um conjunto de ações, atitudes, investimentos em produtos e novas cultivares, zelo, que no final dão um resultado positivo”, destacou Botelho.

Por Fernanda Custódio
Fonte: Canal Rural




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