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28/09/2018 - Milho

Área de milho da China pode crescer em 2019


O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da República Popular da China (MOA) divulgou a análise de oferta e demanda de produtos agrícolas feita este mês e informou que a tendência é de que a área de milho cresça para o ano que vem. Isso porque o status quo em que a oferta de milho supera a demanda será alterado e, além disso, o país está registando um crescimento considerável no preço do cereal.  

Segundo os dados que foram divulgados pelo MOA, o consumo interno de milho chegará a 231 milhões de toneladas em 2019, com a demanda sendo maior do que a oferta. “Desta forma, haverá uma queda na produção e uma queda de 17,75 milhões de toneladas no balanço no final deste ano de 2018. A diferença será ampliada em 13,23 milhões de toneladas em comparação com o início do ano de 2018”, escreveu o Comitê de Especialistas em Alerta de Mercado do MOA. 

Nos últimos anos, a China registrou um estoque excessivamente grande de milho e, por isso, a administração chinesa reduziu ativamente a área de plantio do cereal no país a fim de não superlotar os seus estoques. De acordo com o Centro Nacional de Informação de Grãos e Óleos, o efeito econômico do plantio do cereal é maior do que o de outras plantações, já que os agricultores ainda estão cultivando milho ativamente nas regiões onde a política de redução de área não é realizada.  

“Em 2018, a reforma estrutural do lado da oferta agrícola continuará e a área para rotação de culturas será aumentada em 1 milhão de hectares, dos quais a área de plantio de milho será usada para outras culturas”, afirmou o Centro.

Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink




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