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24/05/2019 - Mercado

Ano será de otimismo para o setor em todo o País


O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador agrícola do mundo, atrás somente das duas grandes potências mundiais: os Estados Unidos e a União Europeia. No entanto, diferentemente desses dois territórios, a capacidade de crescimento e a perspectiva nacional em relação a um futuro são promissoras. Expectativas do setor apontam 2019 como o ano da retomada dos negócios, onde a adesão de tecnologias de ponta e análise de dados estarão acelerando o desempenho do agronegócio brasileiro. Para este ano, a projeção da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) é de crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio e uma alta de 4,3% no Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da atividade agropecuária dentro da porteira.

O bom momento da agricultura no Rio Grande do Sul, que prevê uma safra de grãos de 34,78 milhões de toneladas, associado ao profissionalismo dos produtores, às novas tecnologias e às boas condições ambientais, são fatores que contribuíram para o desempenho da produção deste ano, segundo órgãos técnicos e representantes do setor. No Estado, os destaques são a boa expectativa para a safra de soja, com cerca de 18,7 milhões de toneladas, acompanhada pelo crescimento do segundo maior cultivo do País, o milho. 

E é justamente o cereal que deve ter alta no desempenho, de 22,3%, com relação ao ciclo passado. O volume estimado é de 5,5 milhões de toneladas. O plantio de oliveiras e produção de azeite extravirgem também apresentam uma crescente expansão, com estimativa de 160 a 180 mil litros de azeite, bem superior aos 58 mil litros fabricados em 2018. O impacto econômico da safra de grãos, calculado pela Emater, é de R$ 31,9 bilhões, considerando as cotações atuais.

Diante deste cenário, há também um aumento significativo na comercialização de máquinas agrícolas. Recente pesquisa de hábitos do produtor rural, promovida pela Associação Brasileira De Marketing Rural e Agronegócio (Abmra), apontou que 34,14% dos produtores pretendem adquirir novos maquinários no próximo ano. No Estado, a expectativa de crescimento no setor é de 11%. 

Conforme o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), a projeção se deve principalmente pelo crescimento da tecnologia embarcada, que agrega produtividade e possibilita a compra de novas máquinas. O Rio Grande do Sul está consolidado nas agroindústrias de máquinas e implementos, com 60% de sua produção em solo gaúcho, produtos químicos e de fertilizantes.

Diante desse cenário, dirigentes rurais e representantes do agronegócio estão confiantes em uma agenda positiva para o País, a partir de medidas como as reformas da Previdência e Tributária, para permitir um crescimento maior do setor. Entretanto, eles também reforçam a cobrança por melhores condições de infraestrutura, segurança, introdução de marcos regulatórios e assistência técnica.

Por Anelise Cáceres
Fonte: Jornal do Comério (RS)




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