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19/12/2019 - Milho

Anderson Galvão, da Céleres, prevê R$ 60/saca se houver escassez de milho na safrinha


Os preços do milho no mercado interno vivem momento de preços altos impulsionados pela crescente demanda do cereal, seja para exportações (que batem recorde mês após mês), produção de etanol ou consumo interno.

Na visão do analista da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, a escassez de milho no Brasil em 2020 pode ocasionar a subida da saca do cereal para até R$ 60,00 no sul do país, caso haja algum problema durante o desenvolvimento da safrinha do próximo ano.

“A gente vai para um plantio do milho inverno, lá em 2020, bastante apertado de janela e uma preocupação maior ainda de clima. Se a chuva que atrasou para começar em outubro se alongar para abril/maio o impacto não chega a ser tão grande, agora se o ciclo de chuvas for mais curto, com chuvas cortando no começo de abril, ai sim a gente vai para uma volatilidade de preços no mercado interno brutal”, aponta Galvão.

Neste cenário, o aumento drástico nas cotações do cereal deve se repetir também para outras regiões do país com o Mato Grosso, que pode registrar a saca valendo até R$ 35,00, caso todos os componentes de precificação atuem neste sentido.

“Tem dois componentes que o produtor rural precisa ter em mente. Preço de milho hoje, com a participação que a exportação tem na formação desse mercado, é igual soja, se o cambio descer para R$ 3,60 o milho desce junto e se ficar nos R$ 4,30 ou R$ 4,40 o milho sobe junto. Então são estes dois elementos, o preço do cambio e a própria situação de oferta e demanda no Brasil”, comenta o analista.

Em caso extremo de frustração grande na segunda safra de milho de 2020, o comprador de milho brasileiro terá poucas alternativas para seguir. Entre elas estão a importação de milho da Argentina, Paraguai ou Estados Unidos, que esbarra nas dificuldades logísticas para localidades longe dos portos, e o ajuste por parte da indústria de proteína animal para “tirar o pé” na produção ou repassar o aumento dos custos para as vendas.

Por: João Batista Olivi e Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas




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