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23/03/2018 - Mercado

Altas nos preços dos grãos estimulam aquisição de máquinas


Segundo presidente da John Deere, aumento da rentabilidade incentiva produtores a renovarem a frota.

A queda das reservas globais de grãos, provocada pela quebra da safra na Argentina, tem levado a um aumento das cotações das commodities agrícolas, o que vem incentivando produtores de todo o mundo a renovar sua frota de máquinas agrícolas, disse nesta tarde de terça-feira, 20, o CEO global da John Deere, Samuel Allen. O executivo veio ao Brasil para participar da cerimônia de inauguração da ampliação da fábrica de Construção da montadora, em Indaiatuba, SP, que passará a produzir três modelos de tratores de esteira no País.

"Pela primeira vez em quatro anos vemos uma potencial redução da produção de grãos no mundo, em virtude da quebra de safra na Argentina. As reservas globais de grãos estão diminuindo, o que traz sustentação às cotações das commodities; com o aumento da rentabilidade dos produtores, sobe também a venda de máquinas agrícolas", disse Allen a jornalistas. A procura de agricultores por maquinário para substituir versões antigas tem aumentado, mas caso os preços futuros de produtos agrícolas continuem subindo, a perspectiva é de que as vendas cresçam mais. "Com os preços em alta, a tendência é de que os produtores comprem mais máquinas não apenas para substituir as antigas, como também para renovar sua frota com modelos mais modernos", explicou Allen.

No longo prazo, as projeções também são positivas. O CEO global da John Deere aposta que o crescimento constante da população global e a mudança na dieta em certos países - que têm consumido mais carnes e puxado para cima a demanda de grãos para produção de ração animal - vão continuar sustentando o crescimento das vendas de maquinário agrícola. Ele também considera o histórico do consumo global de grãos para sustentar esta projeção. "Nos últimos 50 anos, essa demanda só diminuiu três vezes."

O presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, reforçou a previsão, lembrando que a população rural vem caindo ao longo das décadas, tornando mais necessária a mecanização da atividade agropecuária. "O último censo do Brasil apontou que 86% da população brasileira vive nas cidades. Como há cada vez menos pessoas produzindo alimentos para mais pessoas na cidade, é preciso mecanizar a agricultura", afirmou. "Em 2020, 70% da população global viverá em áreas urbanas, contra 60% em 2010", complementou Allen.

Fonte: Estadão Conteúdo




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